Anticorpos monoclonais: descubra o potencial do mais novo tratamento para a Covid-19

  • dezembro/2020
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Anticorpos monoclonais: descubra o potencial do mais novo tratamento para a Covid-19

A lista de medicamentos reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o tratamento da Covid-19 é restrita. Depois de descartar o remdesivir e a hidroxicloroquina, apenas o corticosteroide dexametasona permanece no escopo das indicações da entidade – e somente para casos graves. Ainda assim, a OMS mantém estudos com potenciais terapias, a exemplo dos anticorpos monoclonais (ou mAb). Em novembro, um medicamento desse tipo foi aprovado, de modo emergencial, pela Food And Drug Administration (FDA), órgão regulador dos Estados Unidos.

Anticorpos monoclonais são anticorpos produzidos por um único clone de um único linfócito b (célula que produz anticorpos). Depois de clonado e imortalizado, ele produz sempre os mesmos anticorpos, garantindo uma melhor resposta aos patógenos.

O bamlanivimab, medicamento da farmacêutica Regeneron, é produzido a partir de linfócitos b de pacientes que já tiveram a doença. Como a ameaça sanitária da Covid-19 tem proporções mundiais, foi necessário sintetizar as proteínas desenvolvidas pelas células de defesa e padronizá-las para que bloqueiem a infecção por coronavírus. O método é possível isolando o sangue de pacientes curados, cujas proteínas específicas são capazes de combater a Covid-19.

A OMS pretende viabilizar um programa de distribuição de medicamentos experimentais com anticorpos monoclonais e esteroides a fim de potencializar o combate à pandemia em países pobres. Os tratamentos com mAb estão entre os mais caros do mundo, chegando a custar US$ 20 mil dólares ao ano por pessoa.

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Indicação

A medicação pode ser administrada em pacientes adultos e pediátricos com manifestações leves da Covid-19. Pacientes idosos e que apresentam outras manifestações crônicas também são elegíveis ao tratamento. Por ser um medicamento de administração intravenosa, os pacientes devem ir a um hospital para sua aplicação.

Ainda em outubro, antes mesmo da aprovação da FDA para uso do medicamento, o presidente americano Donald Trump recebeu a medicação ao obter diagnóstico da doença. Mesmo com a aprovação, o fármaco segue considerado um tratamento experimental, já que foi liberado de forma emergencial.

Fatores como segurança continuam a ser avaliadas. Porém, os ensaios clínicos confirmaram que, em comparação com o placebo, o bamlanivimab reduz as hospitalizações relacionadas à Covid-19. Além disso, diminui o risco de progressão da doença em até 28 dias após o início do tratamento. Dessa forma, seu uso é recomendado nas fases iniciais da doença, preferencialmente nos primeiros dez dias após o início dos sintomas.

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