Terapia intensiva: como fazer RCP no contexto da Covid-19

  • junho/2021
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Desde o início da pandemia, medidas emergenciais como a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) tornaram-se mais comuns nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Diante dessa realidade, um grupo de entidades médicas – Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede), Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e Associação Médica Brasileira (AMB) – publicou um documento com recomendações para a RCP em pacientes com diagnóstico ou suspeita de Covid-19.

Principais medidas

Depois do ingresso do paciente na UTI, a equipe de saúde avalia o cenário geral, a fim de decidir pela laringoscopia ou intubação. Assim, é possível determinar a via aérea e realizar o prévio acionamento de suporte.

A RCP precisa ser iniciada por compressões no tórax, junto ao monitoramento do ritmo da parada cardíaca. Tais ações devem ser realizadas o mais breve possível, para estabelecer o algoritmo adequado de monitoramento. Em eventos de de desfibrilação em ritmo chocáveis, é fundamental não adiar o acesso às vias aéreas.

A recomendação, aqui, é evitar a ventilação com bolsa-válvula-máscara (BVM, ou AMBU), dado o risco elevado aerolização e contaminação da equipe. A medida demonstra, também, baixa efetividade quando comparada à ventilação mecânica.  Em casos de necessidade do uso de BVM, a técnica de selamento da máscara exige a presença de dois profissionais. Deve-se utilizar uma cânula orofaríngea e a instalação de filtros HEPA entre a máscara e a bolsa.

A primeira tentativa de RCP é feita por intubação traqueal via videolaringoscopia, e deve ser sempre conduzida pelo profissional mais experiente. Caso ocorra alguma falha, aciona-se um segundo médico imediatamente.

Quando a PCR envolve pacientes com ventilação mecânica, é necessário manter o indivíduo ligado ao ventilador em circuito fechado, sob fração inspirada de oxigênio a 100%, de modo assíncrono e com frequência respiratória média de 10 a 12 batimentos por minuto. É fundamental tratar causas reversíveis antes de considerar a interrupção da RCP, considerando uma eventual trombose coronária e hipóxia.

Leia também: Analgesia e sedação: como realizar o manejo de pacientes com Covid-19

Cuidados na realização da RCP

Dentro de uma UTI, cada procedimento deve ser individualizado. Diante da decisão pela não ressuscitação cardiopulmonar (NRCP), o médico precisa documentar o motivo e reportá-lo à gestão da unidade. Em situações de terminalidade, os cuidados devem seguir a política da instituição.

Como se sabe, a medida mais apropriada para se proteger da exposição ao vírus é o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs). A pronta disponibilidade dos instrumentos de segurança promove menor retardo no início das compressões torácicas.

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