Desobstrução ineficaz de vias aéreas: causas e procedimentos

  • agosto/2017
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desobstrução de vias aéreas

A desobstrução de vias aéreas de forma ineficaz de vias aéreas é definida pela incapacidade de eliminar secreções ou obstruções nas vias aéreas e pode acometer todos os grupos etários. Por isso, o diagnóstico deve ser preciso.

Os diagnósticos de enfermagem respiratórios são frequentes nas mais diversas situações clínicas. É neste cenário que se destaca o diagnóstico de enfermagem Desobstrução ineficaz de vias aéreas, inserido na classificação da NANDA International, Inc. (NANDA-I).

É fundamental, portanto, que se tenha um bom raciocínio clínico, capaz de identificar adequadamente o diagnóstico de enfermagem. Só assim o profissional estará apto para realizar as intervenções de maneira segura e eficiente para antender os pacientes que necessitam a desobstrução de vias aéreas.

Veja, a seguir, as definições conceituais e operacionais das características que conceituam o diagnóstico de enfermagem e desobstrução de vias aéreas, segundo a taxonomia da NANDA-I.

Conheça a atualização em Diagnósticos de Enfermagem desenvolvida pela NANDA International.

A desobstrução de vias aéreas

Alteração no padrão respiratório

Em casos de alteração no padrão respiratório – como taquipneia, hiperventilação, hipoventilação, bradipneia, apneia, ritmo de Cheynes-Stockes, ritmo de Biot, respiração suspirosa e respiração de Kussmaul – o paciente precisará ser investigado pelo examinador por meio da inspeção dinâmica da parede torácica. Seu relato também deverá ser utilizado.

Cianose

A coloração azulada, acinzentada ou roxo-escura da pele e das membranas mucosas, em decorrência do aumento da hemoglobina não saturada de oxigênio no sangue, deverá ser investigada durante a realização do exame físico pulmonar.

Dificuldade de verbalização

Refere-se às alterações sonoras da voz, como disfonia e até mesmo afonia. Deverá ser investigada a partir da própria emissão de sons (palavras, números, nomes ou outros vocábulos) ou pelo choro, nos casos de pacientes pediátricos.

Dispneia

Deverá ser analisada pelo relato do paciente ou por observação direta. Com uma inspeção dinâmica da parede torácica, o profissional poderá determinar a ocorrência da dispneia (respiração difícil, com falta de ar) mediante presença de sinais clínicos, como uso de musculatura acessória, batimento de asa de nariz, retração supraesternal ou tiragem subcostal.

Escarro em excesso

Se o paciente apresentar acúmulo de secreção, a investigação deverá ocorrer pelo próprio relato do enfermo. Pode-se usar, ainda, a ausculta pulmonar como forma de identificar ruídos sugestivos de secreção em vias aéreas, como estertores grosseiros e roncos.

Inquietação

Com o aumento da excitabilidade psíquica e excessiva atividade psicomotora ou verbal, associada à hipóxia, deverá investigar-se o quadro a partir da observação do profissional.

Mudanças na frequência respiratória

As mudanças na frequência respiratória deverão ser investigadas pelo examinador a partir da contagem do número de incursões respiratórias durante um minuto. Como parâmetro, é preciso adotar-se o seguinte padrão: neonatos e lactentes: 25-60irpm; 1 a 5 anos: 20-30irpm; 6 a 12 anos: 18-30irpm; 13 a 18 anos: 12-16irpm; e adultos: 12 a 20irpm.

Olhos arregalados

Nestes casos, é necessário investigar o caso pela observação direta do examinador. A característica estará presente quando associada à dificuldade respiratória.

Ortopneia

Devido à dificuldade respiratória, que começa ou aumenta na posição de decúbito horizontal, o profissional investiga o quadro pelo relato do paciente. Pode também analisar, por observação direta, a presença de sinais de dificuldade respiratória.

Ruídos adventícios respiratórios

Referem-se aos sons pulmonares anormais produzidos pelo fluxo de ar ou colisões com secreções. Deverão ser investigados por meio de ausculta pulmonar.

Sons respiratórios diminuídos

Os sons respiratórios diminuídos deverão ser investigados durante ausculta pulmonar, quanto à presença de som respiratório diminuído em pelo menos uma área do pulmão, uni ou bilateralmente, na região anterior ou posterior, no ápice ou na base pulmonar.

Tosse ausente

Refere-se ao mecanismo de supressão da efetividade da tosse ocasionado por alterações no arco reflexo. A característica tosse ausente deverá ser investigada pelo relato do paciente e/ou pela observação direta do examinador.

Tosse ineficaz

A tosse ineficaz refere-se ao mecanismo de diminuição da eficácia da tosse na mobilização e na eliminação de secreções nas vias respiratórias. Aqui, o examinador deverá investigar a presença de tosse pelo relato do paciente e/ou pela observação direta. Se houver tosse espontânea, será necessário investigar sinais e sintomas sugestivos de secreção nas vias aéreas. Entre eles, a ocorrência de ruídos respiratórios audíveis ou detectados por meio da ausculta pulmonar.

Redação Secad
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