Gestão em saúde: liderança na enfermagem está em alta

  • maio/2021
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Caos na saúde, sobrecarga e condições gerais de trabalho longes do ideal. A pandemia de Covid-19 trouxe, forçadamente, a necessidade de promover rearranjos na gestão de enfermagem e no perfil de profissionais que ocupam cargos de liderança. Assim, o que já despontava como tendência na área tornou-se uma urgência.

“A liderança em enfermagem precisa sair de um contexto utópico, em que o profissional de saúde é tido como um super-herói, para um modelo mais concreto”, afirma Alexandre Pazetto Balsanelli, diretor e presidente da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ele, que é especialista em gerenciamento dos serviços de enfermagem, é preciso instrumentalizar os serviços para desenvolver os enfermeiros como verdadeiros líderes.

Competências necessárias para a liderança de enfermagem

O primeiro passo rumo à consolidação de um novo perfil para a área está na consciência do papel do enfermeiro. “Quem eu sou neste espaço, o que a instituição espera que eu desenvolva nesse plantão, nesse serviço?”, explica Balsanelli.

Quando o profissional está, de fato, ciente de suas atribuições, é mais fácil ao líder criar pontes entre a satisfação do paciente e as necessidades do colaborador e da instituição – seja no ambiente hospitalar, seja na atenção primária. Além disso, habilidades como tomada de decisão, sensibilidade, pensamento crítico, disponibilidade e responsabilidade são fundamentais.

“É função do líder revisitar competências, especialmente no momento que vivemos, que é um cenário de guerra. Nesse contexto, líderes precisam atingir os melhores resultados com os recursos disponíveis.” O profissional à frente da gestão administrativa e de equipe responde pelo planejamento, organização, coordenação, execução e avaliação dos serviços da assistência de enfermagem. Não raramente, o líder também é inserido em atividades de ensino e pesquisa.

Liderança na prática

Habilidades como trabalho em equipe e relacionamento interpessoal são indispensáveis para qualquer liderança. Daí a importância do autoconhecimento. “É fundamental que o indivíduo identifique seus pontos fortes e o que ainda precisa melhorar para se tornar um líder eficaz.”

Ainda que a iniciativa para alcançar o desenvolvimento pessoal deva partir do enfermeiro, as instituições também têm responsabilidade na promoção das lideranças. “A instituição não é 100% responsável, mas é importante investir nos profissionais a fim de otimizar o equilíbrio entre colaborador, usuário e serviço”, salienta o professor.

Nesse sentido, o docente pode apostar nas chamadas trilhas educacionais. A atualização continuada e a especialização, por exemplo, são possibilidades para o alinhamento da literatura científica com a prática clínica, um princípio norteador da liderança em enfermagem.

Tendências em gestão de enfermagem 

O relatório Perfil da Enfermagem no Brasil, publicado em 2017 pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revela que a gestão em enfermagem precisa avançar. Dos 36 mil trabalhadores que responderam à amostra estratificada (são 1,5 milhão de profissionais registrados no país), apenas 0,7% trabalham em algum nível de gestão – como auditoria, administração em geral e gestor ou diretor de unidade.

Atualmente, a área é impulsionada pela emergência sanitária, e o mercado tende a buscar profissionais cada vez mais capacitados para cargos de liderança. Outro indicativo que coloca a gestão em saúde como área ascendente é a evolução tecnológica dos procedimentos e tratamentos. Afinal, compete ao líder qualificar a equipe e gerir os recursos de acordo com as necessidades de cada serviço.

Ainda na esteira da pandemia, serviços como assistência domiciliar e teleconsultas tiveram crescimento substancial, tanto na atenção primária como na saúde suplementar. Administrar essas ferramentas e potencializar seus resultados com segurança e ética são responsabilidades e desafios dos líderes.

É importante lembrar que a formação em gestão de enfermagem inicia na graduação, mas é apenas na pós-graduação que o profissional se torna um especialista. Segundo o Perfil da Enfermagem no Brasil, 72,8% dos enfermeiros que buscam crescimento em suas carreiras ingressam em um curso de pós-graduação latu sensu.

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Redação Secad
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