Veja as principais recomendações nutricionais para pacientes cardiológicos

  • novembro/2021
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As doenças cardiovasculares (DCV) representam 30% dos óbitos no Brasil, segundo o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Com a pandemia, entre março e maio de 2020, o número de mortes por DCV aumentou 132% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A constatação é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A adoção e manutenção de uma alimentação saudável é peça-chave para a prevenção e tratamento das DCV e comorbidades associadas, como a diabetes mellitus. É importante que a dieta nutricional tenha o acompanhamento profissional qualificado para a promoção de bem-estar e qualidade de vida. Esse trabalho é guiado pela mais recente atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da SBC.

Recomendações nutricionais para cardiopatas

O alto consumo de frutas, grãos, hortaliças e alimentos ricos em vitaminas e minerais está associado a baixa mortalidade por DCV e menor risco para infarto. Os carotenoides também ajudam – e muito – no combate de problemas cardíacos.

Os principais responsáveis pela pigmentação amarela, vermelha e laranja nas plantas são conhecidos como os precursores da vitamina A. Têm efeito preventivo quando a sua ingestão é combinada com o consumo de frutas e vegetais ricos em caroteno, zinco, selênio, e vitaminas A e C.

Embora a ingestão de alimentos com carotenoides e vitaminas seja uma estratégia nutricional que melhora o funcionamento metabólico, criando um organismo mais forte e saudável, apenas isso não previne primária ou secundariamente as DCV. Por conta disso, é importante atentar ao paciente que a dieta precisa ser acompanhada por outros hábitos saudáveis, como a prática regular de atividades físicas.

Já a vitamina E, presente em azeites naturais e castanhas, é o principal antioxidante solúvel em gordura corporal. Por conta desse benefício, é uma aliada para tratar pacientes cardiopatas tendo de ser consumida via alimentos e não por suplementação.

O consumo de ômega-3 é outra indicação importante da diretriz publicada pela SBC. O documento recomenda o hábito de ter, no mínimo, duas refeições por semana à base de peixe para diminuir o risco de complicações cardiovasculares. Vale ressaltar que a indicação é especificamente dirigida a paciente de alto risco, como os que já apresentaram infarto do miocárdio. A suplementação (com 2g a 4 g diárias) é possível e indicada para casos de hipertrigliceridemia grave (> 500 mg/dL).

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