Desabastecimento de medicamentos: o papel do farmacêutico na gestão de recursos

  • abril/2021
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A crise sanitária imposta pela pandemia vem afetando severamente o fornecimento de suprimentos de saúde e fármacos em vários países. Itens como cilindros de oxigênio e medicamentos para intubação de pacientes com Covid-19 estão escassos no Brasil desde o ano passado, por conta da superlotação repentina dos serviços de saúde.

Em março de 2021, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) emitiu uma nota manifestando preocupação com a falta de remédios essenciais em terapia intensiva. Entre os medicamentos citados pelo órgão estão bloqueadores neuromusculares, sedativos e outros fármacos utilizados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

O Midazolan, por exemplo, é essencial para a intubação humanizada e segura, assim como a imunoglobulina é indispensável para a manutenção da vida de pacientes com doenças como a Síndrome de Guillain-Barré – estudos preliminares apontam o desenvolvimento da síndrome (até então rara) à Covid-19.

Em abril, o desabastecimento de sedativos fez a cidade do Rio de Janeiro registrar casos de pacientes amarrados ao leito para evitar que removam intubação. No mesmo mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) simplificou, em caráter temporário e emergencial, a importação, a distribuição e o registro de medicamentos estéreis injetáveis, para intubação e de oxigênio medicinal.

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O papel do farmacêutico quando há desabastecimento de medicamentos

Dada a sua capilaridade, as farmácias representam frequentemente a primeira possibilidade de acesso ao cuidado em saúde. Nesse sentido, os profissionais à frente desses estabelecimentos têm o papel de orientar a sociedade sobre os medicamentos controlados, além de gerir a dispensação desses fármacos.

O farmacêutico também tem a atribuição de adquirir, armazenar e distribuir medicamentos-chave ao controle da pandemia e de outras doenças cujos tratamentos estejam sob ameaça de desabastecimento. Ou seja, é necessário ajustar os estoques dos serviços de saúde, conforme o perfil epidemiológico da comunidade atendida e as alterações da demanda farmacoterapêutica – seja nos estabelecimentos farmacêuticos ou em hospitais.

Ainda em 2020, sob a ameaça inicial de desabastecimento de medicamentos, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) elaborou um relatório com recomendações para o enfrentamento da crise. Segundo a instituição, é preponderante que farmacêuticos estabeleçam “mecanismos de comunicação de medicamentos em desabastecimento para os entes federativos, com fácil acesso às equipes que manejam as compras e a gestão da rede de serviços”.

Outro ponto levantado pelo documento diz respeito ao monitoramento sistemático do mercado farmacêutico. A medida, segundo a Fiocruz, auxilia na previsão e na gestão de crises, já que “a indústria farmacêutica é oligopolizada, e a tendência é de aumento dessa concentração”. A realidade, diz o órgão, dificultaria o aumento imediato de quantidade produzida em casos de picos de demanda.

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