Dia do Farmacêutico: 5 profissionais para se inspirar

  • janeiro/2022
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O farmacêutico é um profissional de saúde essencial na linha de cuidados com o paciente, atuando tanto em estabelecimentos comerciais quanto em hospitais. O surgimento da profissão remonta ao século 10, quando surgiram as primeiras boticas do mundo. No Brasil, sua chegada se deu por meio dos jesuítas, em meados do século 16.

O cerne da atuação, até hoje, segue o mesmo do princípio: conhecer doenças e curá-las. Os conhecimentos e medicamentos utilizados para essas finalidades, no entanto, se modernizam cada vez mais, o que garante assertividade aos tratamentos e maiores níveis de segurança do paciente.

Muitos profissionais de farmácia deixaram sua marca na história da humanidade, contribuindo para salvar vidas e mitigar danos à saúde. Assim, o farmacêutico é figura chave ao aperfeiçoamento da área da saúde, desenvolvendo fármacos e produtos com fins terapêuticos.

Para celebrar o dia dedicado à categoria, 20 de janeiro, selecionamos cinco profissionais cujas descobertas e trajetórias são inspiradoras.

Célio Lopes Silva

Professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), Célio Lopes Silva descobriu uma vacina gênica capaz não apenas de prevenir, mas também de tratar a tuberculose. Esta trata-se de uma doença infecciosa e transmissível que registrou 77 mil novos casos e 4,5 mil mortes em 2019, segundo a Secretaria de Vigilância Sanitária (SVS-MS). Há décadas, a prevenção se dá por meio da vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), mas a descoberta joga nova luz ao tratamento da enfermidade.

A pesquisa é desenvolvida desde 1991 e consiste na clonagem de uma proteína do DNA do bacilo causador da doença e na inoculação de sua cópia em um plasmídeo. O resultado é a indução do organismo a produzir o antígeno da bactéria e reverter o processo de destruição das próprias células. Os experimentos também mostraram que em baixas dosagens a vacina age de maneira anti-inflamatória em casos de sepse, por exemplo.

A droga de terceira geração é patenteada pelo Laboratório de Imunoterapia Gênica da FMRP-USP e foi desenvolvida em parceria com o Departamento de Processos Biotecnológicos da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Pode ser aplicada em dose única e protege da tuberculose por até 60 anos. No entanto, a vacina ainda não está disponível para o público. De acordo com o relato de Silva à Revista Revide, isso se deve à falta de uma empresa farmacêutica interessada na produção.

Rodolpho Albino Dias da Silva

Diplomado em Farmácia em 1909 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e estudioso de química, botânica e farmacognosia, Rodolpho Albino Dias da Silva foi um dos fundadores da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF). Sua maior contribuição para a área da farmácia, no entanto, foi a redação da primeira edição da Farmacopeia Brasileira, publicada em 1926, que hoje estabelece os requisitos mínimos de qualidade para insumos farmacêuticos, medicamentos e produtos para a saúde.

Ao contrário de documentos do tipo escritos na época em outros países, o trabalho, inicialmente chamado de Código Farmacêutico Brasileiro, foi resultado de 12 anos de pesquisas feitas apenas por Albino, e não por um conjunto de especialistas. O projeto descrevia mais de 200 plantas medicinais, a maioria originária do Brasil, e foi avaliado e aprovado por uma comissão formada por três professores doutores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e três farmacêuticos.

Cândido Fontoura

Em 1911, Cândido Fontoura criou um velho conhecido das crianças que não se alimentam bem: o Biotônico Fontoura. O suplemento mineral antianêmico foi desenvolvido para tratar a esposa do criador, que estava com a saúde debilitada, e foi nomeado pelo escritor Monteiro Lobato, amigo do farmacêutico. Além disso, Fontoura também desenvolveu os primeiros antibióticos em comprimidos por meio de uma sociedade com profissionais dos Estados Unidos.

Felix Hofmann

O alemão Felix Hofmann é mais um dos profissionais de farmácia que merecem destaque. Ele foi o responsável por sintetizar o ácido acetilsalicílico (AAS) em 1897, quando trabalhava na farmacêutica Bayer. A substância foi produzida com baixo custo e começou a ser vendida dois anos depois sob o nome comercial aspirina e em forma de pó. Hoje, ainda é um dos principais medicamentos utilizados para o manejo da dor, febre e inflamação, inclusive para casos de síndrome de Kawasaki e pericardite. Ao mesmo tempo, pode causar alergia, intoxicação e úlcera péptica – logo, farmacêuticos e médicos devem ter cuidado na indicação.

José de Anchieta

O jesuíta espanhol José de Anchieta chegou ao Brasil em 1553, no período colonial, e ficou marcado na história nacional como o primeiro boticário do país. Aqui, montou boticas abastecidas com medicamentos vindos de Portugal, além de ter estudado e descrito os recursos terapêuticos e as toxicidades das plantas medicinais nativas úteis no tratamento das mais diversas enfermidades. Anchieta foi o primeiro farmacêutico a estudar o bálsamo do Peru, proveniente da árvore Cabreúva, usado no combate a asma, reumatismo, feridas, dor de cabeça e tuberculose, por exemplo.

Quer se aprofundar nessa área? Conheça o Programa de Atualização em Ciências Farmacêuticas, desenvolvido em parceria com a Sociedade Brasileira de Ciências Farmacêuticas.

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