Como a fisioterapia auxilia pacientes com trauma raquimedular

  • outubro/2020
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trauma raquimedular

O trauma raquimedular (TRM) causa danos à medula espinhal e ao sistema nervoso central, geralmente causando paraplegia ou tetraplegia. Considerada grave, a lesão pode decorrer de acidentes com veículos, com armas brancas ou de fogo ou mesmo de quedas significativas.

Sua incidência é maior entre homens, principalmente entre 20 e 40 anos de idade. Mas independentemente do sexo ou da idade os pacientes nessa condição enfrentam grandes mudanças em suas vidas – por conta do comprometimento da autonomia.

Nesse sentido, o trauma raquimedular pode ser completo ou incompleto, conforme classificação da Associação Americana de Lesão Medular (ASIA). Quando se trata de TRM completo, há ausência total de sensibilidade e motricidade abaixo do nível neurológico afetado. Já no segundo caso, a funcionalidade de algumas microrregiões pode se manter preservada.

Com a fase de choque medular superada e com a iminência da alta hospitalar, os profissionais de neurologia e fisioterapia devem fazer uma avaliação conjunta do paciente e traçar seu prognóstico. A agilidade no início do tratamento é fundamental para o sucesso da reabilitação.

Entenda como as sessões de fisioterapia auxiliam pessoas com trauma raquimedular.

Fisioterapia e foco

De acordo com as Diretrizes para Lesão Muscular da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (AMBFR), o tratamento fisioterápico é capaz de aumentar a expectativa de vida e de devolver parte da autonomia ao paciente. A AMBFR aponta, ainda, melhoras na capacidade de locomoção, no controle urinário e fecal e no bem-estar mental.

A atuação do fisioterapeuta deve ter como base a educação neuromuscular. O objetivo é recrutar o maior número de unidades motoras possível utilizando a facilitação neuromuscular proprioceptiva (PNF). A técnica consiste em produzir contrações musculares concêntricas, isométricas e excêntricas a partir de comandos manuais e verbais.

Indicações de exercícios

O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) elaborou um Guia para orientar as intervenções do fisioterapeuta nos quadros de TRM. Conforme o material, os melhores exercícios dentro da PNF são:

>> Alongamento diário de cada grupo esquelético por pelo menos 30 segundos;
>> Mobilização passiva da região pelágica;
>> Exercícios funcionais para as áreas não acometidas;
>> Exercícios de troca de posicionamento e postura;
>> Manuseio da cadeira de rodas;
>> Aeróbicos, para pacientes com a mobilidade dos membros superiores preservada.

Indivíduos com lesão raquimedular necessitam de acompanhamento fisioterápico durante a vida inteira. À medida que o quadro evolui e o paciente se adapta à nova condição, o profissional de fisioterapia pode inserir treinos de equilíbrio, atividades com prancha ortostástica, treino de marcha em esteira com suporte de peso e exercícios de reexpansão pulmonar.

Redação Secad
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