Terapias intensiva e cardiovascular são especializações promissoras em fisioterapia

  • abril/2021
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Automaticamente, a palavra reabilitação costuma ser associada à prática da fisioterapia. E não é sem bons motivos, pois trata-se da área da saúde responsável por devolver funcionalidade a órgãos e sistemas.

Além de sua tradicional atribuição, a fisioterapia tem sido cada vez mais reconhecida pelas funções de diagnóstico, prevenção e tratamento de disfunções pulmonares, cardiovasculares e neuromusculoesqueléticas – entre outras. Em razão da pandemia de Covid-19, a profissão foi alçada a um novo patamar, sobretudo por sua importância dentro das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Diante desse contexto, o profissional de fisioterapia que atua em terapia intensiva precisa de habilidades e competências específicas para atender plenamente às demandas. Entre elas estão as funções de:

  • Diagnóstico e planejamento fisioterapêutico;
  • Intervenções relacionadas à prevenção de alterações neuro-músculo- esqueléticas e reabilitação funcional precoce;
  • Intervenções para manutenção e/ou melhora da função cardiorrespiratória, conforme a Resolução COFFITO número 402/2011, que reconhece e disciplina a Especialidade Profissional Fisioterapia em Terapia Intensiva.

Além disso, juntamente com a equipe multidisciplinar, o fisioterapeuta especialista em terapia intensiva acompanha o processo de intubação em sua integralidade – o que envolve a preparação do paciente, seu posicionamento, a passagem do tubo e o manejo depois da realização do procedimento. Apesar de ser uma técnica invasiva de suporte à vida, a medida assegura que as funções do pulmão sejam resguardadas.

Marcos evolutivos da fisioterapia no Brasil

Segundo Daniel da Cunha Ribeiro, presidente da Associação Brasileira de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva (ASSOBRAFIR), um dos marcos da área é a consolidação do fisioterapeuta especialista em fisioterapia em terapia Intensiva nas UTIs.

Por meio da RDC 07/2010 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), fica estabelecida a obrigatoriedade da formalização de um coordenador da equipe de fisioterapia (especialista), além da exigência de, no mínimo, um fisioterapeuta a cada dez leitos e atendimentos fisioterapêuticos, em ao menos 18 horas do dia.

Ribeiro destaca, também, a Portaria 930/2012, do Ministério da Saúde (MS), que estabelece diretrizes e objetivos para a organização da atenção integral e humanizada ao recém-nascido grave ou potencialmente grave – além dos critérios de classificação e habilitação de leitos de Unidade Neonatal no âmbito do Sistema Único de saúde (SUS).

A diretriz também recomenda a presença de fisioterapeutas 24 horas por dia em UTIs neonatais. Um ano antes, em 2011, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) já havia reconhecido a fisioterapia em terapia intensiva como uma especialidade, com a Resolução nº 392.

“O fisioterapeuta presente integralmente dentro das UTIs altera os desfechos, e isso foi percebido ainda mais com a pandemia. Não é possível imaginar uma UTI sem fisioterapeutas presentes em tempo integral”, comenta o presidente da ASSOBRAFIR.

Especialidades em evidência

Cabe lembrar, no entanto, que as principais tendências na área de fisioterapia antecedem a emergência sanitária da Covid-19. Em janeiro de 2020, o Fórum Econômico Mundial (WEF) já apontava as terapias física e respiratória como promissoras. Com a proliferação do coronavírus, a procura por profissionais de saúde em ambiente hospitalar cresceu 725% em 2020. No Brasil, os fisioterapeutas respiratórios experimentaram uma demanda 675% maior entre janeiro e novembro do mesmo ano, conforme pesquisa da Catho divulgada no SPTV.

Paralelamente à alta demanda das práticas em fisioterapia, a pesquisa científica na área também teve crescimento exponencial. “Com a prática baseada em evidências como um quesito ético da Fisioterapia, as publicações científicas conferem segurança e eficácia aos tratamentos oferecidos pelos fisioterapeutas e os consagra, também, como grandes pesquisadores”, comenta o porta-voz da ASSOBRAFIR.

Outro destaque na área é a fisioterapia cardiovascular, altamente requisitada na pandemia. A especialidade contempla a recuperação funcional de indivíduos com doenças cardíacas e vasculares periféricas e síndrome metabólica. A atividade é reconhecida como especialidade desde 2015, a partir da Resolução Nº 454 do Coffito.

“No contexto atual, com a grande demanda e o amplo acesso à informação, uma formação integral é essencial para que o profissional esteja completo e preparado para o mercado de trabalho”, destaca Ribeiro.

Perspectivas para a profissão

Existem cerca de 240 mil fisioterapeutas no Brasil. A formação na área é generalista, mas as especializações são consideradas imprescindíveis, sobretudo para a atuação hospitalar.  “Aquele que se especializa sai na frente, tendo contato com professores que são referências em suas áreas e munindo-se de conteúdos atualizados”, afirma Ribeiro, que é especialista em fisioterapia em terapia intensiva.

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