Veterinária: como tratar hérnia inguinal em cães

  • abril/2021
  • 182 visualizações
  • Nenhum comentário

Hérnias são alterações patológicas que deslocam órgãos de sua localização anatômica para uma outra cavidade recém-formada. Sua caracterização é de problema hereditário, e o processo de desenvolvimento da doença leva o aumento anormal de massa para outro orifício anatomicamente debilitado. Patologias assim são relativamente comuns em animais domésticos e se classificam quanto às suas localizações: inguinais, diafragmáticas, escrotais, umbilicais, abdominais, hiatais, incisionais e perineais.

O principal sinal clínico da hérnia inguinal é aumento do volume de massa na região abdominal, tendo confirmação da suspeita após exames de imagem. O tratamento é feito através de cirurgias, geralmente apresentando bons resultados.

Diagnóstico das hérnias inguinais

As hérnias inguinais são mais recorrentes em cadelas de meia idade ou idosas não castradas. Raramente a enfermidade é relatada em machos. O indício clínico mais evidente é o aumento de volume de massa na região da virilha. As hérnias inguinais são classificadas como abdominais e indicadas como protrusões de um órgão ou tecido através do canal inguinal junto ao canal vaginal.

O diagnóstico pode ser confirmado pela redução da hérnia e pela palpação do canal inguinal. Aqui, é fundamental que o veterinário conheça o histórico do cão. O resultado só deve ser confirmado depois que o pet passar por exames sobre seu estado geral, radiografia e ultrassonografia.

Em casos de impossibilidade de reduzir ou apalpar o anel inguinal, deve ser feito um diferencial para massas como tumores mamários, abscessos, hematomas ou cistos. Nesses quadros, recomenda-se radiografias simples para confirmação do diagnóstico. O animal pode apresentar vômitos, anorexia, aumento da frequência urinária, febre, letargia e dor em situações mais graves.

Tratamento e cuidados

As hérnias inguinais são caracterizadas por um defeito no anel inguinal que permite a protrusão de conteúdos abdominais. Assim que identificado, o problema deve ser reparado cirurgicamente, evitando complicações posteriores de encarceramento, obstrução ou estrangulamento do conteúdo.

A intervenção cirúrgica é indicada em praticamente todos os casos. Há situações de hérnias pequenas e em cães machos em que é possível determinar um acompanhamento e aguardar – em algumas situações, as hérnias podem se fechar espontaneamente.

A operação requer o procedimento de incisão abdominal para localizar e descobrir a hérnia e reposicionar os órgãos afetados. Caso algum fragmento intestinal esteja lesado, ele deverá ser removido e reconectado – podendo ser necessário recorrer a um enxerto.

Geralmente, o resultado do procedimento cirúrgico é positivo, e o cão pode retomar a vida normal. Em casos de hérnias traumáticas associadas a quedas, atropelamentos ou baques, é possível haver uma grande ruptura na região. Às vezes, inexiste a possibilidade de fechamento por aproximação simples, sendo necessário o uso de próteses como telas ou malhas para sanar o problema.

Quer se aperfeiçoar na área? Conheça o Programa de Atualização em Medicina Veterinária, desenvolvido em parceria com a Anclivepa.

Redação Secad
Matéria por

Redação Secad

O melhor conteúdo sobre a sua especialidade.

Tele-Vendas

(51) 3025.2597

Tele-Vendas Liga

Para você

Informações

(51) 3025.2550