Três temas que todo profissional de urgência e emergência precisa saber

  • outubro/2016
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Urgência e Emergência

O papel dos médicos de urgência e emergência é atuar em situações graves, complexas, em que o paciente corre risco de morte. No entanto, a formalização desta especialidade ainda está em andamento e atrasada em relação a outros países, como os Estados Unidos.

A questão é que os hospitais se preocupam cada vez mais com as condutas e a redução de morbidade e mortalidade em suas unidades, e uma especialização é cada vez mais valorizada para melhor formação e treinamento.

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Ainda são poucas as faculdades de Medicina que incluem a disciplina de Medicina de Urgência e Emergência em sua grade curricular no Brasil, ainda que seja esta área, na maioria das vezes, a de primeira atuação de profissionais recém-egressos das universidades.

É também uma das áreas de atendimento mais complexas, pois exige conhecimentos em quase todas as especialidades médicas e habilidades técnicas para o atendimento de seus pacientes. Médicos que trabalham nas unidades de emergência, pronto-socorro e atendimento pré-hospitalar também estão expostos a situações de maior risco e sua atuação deve responder às expectativas.

— Atualizar-se na área é importante para oferecer atendimento e tratamento de qualidade aos pacientes em busca de resultados sempre melhores para todos: pacientes, familiares, para o próprio profissional e para a instituição onde ele atua — afirma Letícia Sandre, coordenadora Médica da UTI de Clínica Médica do Hospital São Paulo e organizadora do Programa de Atualização em Medicina de Urgência e Emergência.

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Selecionamos três temas de urgência e emergência dedicados aos profissionais de área. Confira:

Temas de Urgência e Emergência

1. Traumatismo raquimedular

O trauma raquimedular é uma lesão que predomina em adultos jovens do sexo masculino e, pelas características da sua etiologia, sua prevenção pode ser muito efetiva, por meio de campanhas de esclarecimentos junto à população e adoção de medidas de segurança individuais ou coletivas.

Para Helton L. A. Defino, docente da disciplina de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, é necessário que profissionais da área de urgência e emergência possuam o conhecimento da fisiopatologia do trauma raquimedular, o seu diagnóstico e tratamento adequado na fase aguda auxiliam na redução da morbidade e melhora dos resultados.

— Conhecer a fisiopatologia auxilia no tratamento, sem falar que um diagnóstico diferencial evita erro de tratamento e é necessário reconhecer a importância da reabilitação precoce, que ajuda a reduzir as complicações do trauma — explica o especialista.

A abordagem terapêutica do TRM deve ser multidisciplinar, desde o momento do resgate e remoção dos pacientes até a sua fase final de reabilitação. Até o momento, não existe nenhum tratamento efetivo capaz de restaurar as funções da medula espinhal lesada. O tratamento é realizado para a reabilitação dos pacientes, de modo que todos os esforços devem ser realizados na prevenção desse tipo irreversível de lesão.

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2. Febres hemorrágicas

O início da febre hemorrágica é repentino e os pacientes são afetados por muita dor. A tendência é os sintomas evoluírem rapidamente, afetando órgãos como fígado, pulmões, rins e o baço, que podem ir à falência, causando o óbito dos pacientes.

A nova classificação dos casos de dengue deve ser de conhecimento de todos profissionais da área de emergência. Quadros como este se tornaram cada vez mais comuns e entraram, inclusive, na pauta da mídia no Brasil por ser uma condição provocada por diversas doenças virais como dengue, ebola e febre amarela.

— As doenças que causam a febre hemorrágica são endêmicas em nosso país e, principalmente, nas épocas de chuva, são motivo de grande parte das internações. A identificação e o manejo das formas graves são fundamentais — explica a infectologista Carolina Toniolo Zenatti.

Para a especialista, é extremamente importante que profissionais da área de emergência estejam atentos não apenas à nova classificação dos casos de dengue, mas também em relação a outras doenças relacionadas à febre hemorrágica.

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3. Analgesia e sedação para pequenos procedimentos de medicina de emergência

A dor é definida pela Associação Internacional para o Estudo da Dor, em inglês International Association for the Study of Pain (IASP), como “uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada com lesão real ou potencial dos tecidos ou descrita em termos dessa lesão”. De acordo com os especialistas Patricia Leal e Hélio Guimarães, a dor pode ser classificada em aguda ou crônica.

Em artigo publicado no Programa de Atualização em Medicina de Urgência e Emergência do Secad, os autores explicam que a dor aguda está descrita na vigência de uma lesão, e a dor crônica, quando não pode ser mais justificada (em geral, porque já ocorreu resolubilidade da lesão), e com duração maior do que três meses.

A experiência da dor ocorre em 78% dos casos na emergência. Apesar de sua significante frequência, estudos demonstram que 70% dos pacientes com dor aguda no DE não recebem nenhum tipo de medicação. Entre os vários motivos para o não tratamento correto da dor está o desconhecimento. Subestimar o assunto é considerado um dos maiores obstáculos.

Redação Secad
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