Pediatria: perspectivas da profissão no Brasil

  • junho/2021
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Desde o século 19, a pediatria passa por resistências e pela análise das suas perspectivas no Brasil. Parte da elite médica a considerava uma prática essencialmente generalista. Carlos Arthur Moncorvo de Figueiredo, considerado o Pai da Pediatria no país, contudo, fundou a Policlínica Geral do Rio de Janeiro, em 1881, e publicou os primeiros ensaios em que a criança era pensada como o centro das preocupações.

Naquele tempo, havia altos índices de mortalidade infantil e a ausência de profissionais especializados era marcante. Essa especialidade médica, em sua origem, significa “processo de cura”, conforme definição da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A área se dedica à assistência biopsicossocial da criança desde o seu nascimento até a adolescência.

Nesse sentido, a pediatria se pauta, de fato, em um conhecimento amplo. Acontece que cada faixa etária apresenta doenças prevalentes. Isso exige não apenas profissionais habilitados, mas com a noção de que as ações preventivas e curativas transcendem os indivíduos sob seus cuidados. Saber lidar, orientar e educar familiares, mães e pais, também é um dos propósitos da profissão.

Projeção populacional infantil

Atualmente, o Instituo Nacional de Câncer (Inca), referenciado no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicou a estimativa da projeção populacional infantil, de zero a 19 anos. A análise foi distribuída por unidade da federação. Em um quantitativo final, o prognóstico quantificou uma população de mais de 60 milhões de crianças e adolescentes no país em 2020.

“Embora o Brasil tenha feito grandes progressos em relação à sua população mais jovem, esses avanços não atingiram todas as crianças e todos os adolescentes brasileiros da mesma forma”, registra, em nota, o Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A entidade avalia problemas como: desnutrição crônica em grupos vulneráveis de crianças, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos; aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e o consequente sobrepeso; e outros problemas e enfermidades que requerem uma observância mais elevada no processo de prevenção e cura desses indivíduos.

Perspectivas da pediatria no Brasil

A SBP elenca a análise de, ao menos, seis desafios e perspectivas da pediatria no Brasil. São eles:

  • Valorização: pediatras recebem remunerações consideradas baixas. E, muitas vezes, estão inseridos e um contexto com condições inadequadas para exercer um trabalho qualificado.
  • Financiamento: o investimento em uma educação permanente de pediatras e a integração da residência pediátrica com secretarias municipais e estaduais de saúde.
  • Atenção Primária: o maior número de pediatras em atendimentos clínicos com o intuito de prevenir doenças que depois são tratadas já em estágios graves nos plantões.
  • Adolescência: com o fim da puberdade, há grandes alterações hormonais nos adolescentes que, em grande parte, não recebem atenção especial.
  • Alimentação: a ênfase de que a alimentação saudável na gravidez e na infância pode prevenir doenças na fase adulta.
  • Ocupação de espaços: a equidade do acesso médico a crianças e adolescentes em todos os espaços, além dos privados, e a relevância das equipes de saúde da família no serviço público.

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