Cientistas encontram novo tipo de célula no leite materno

  • maio/2018
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Diversas pesquisas comprovam, há décadas, os benefícios do leite materno para o sistema imunológico do bebê. Tanto que a amamentação na primeira hora após o parto reduz a mortalidade neonatal. Quando encorajado, o aleitamento materno exclusivo por seis meses protege de infecções gastrointestinais e desnutrição. E mais: reduz o risco de obesidade na adolescência.

Apesar de haver várias evidências, o funcionamento da imunidade no organismo do recém-nascido ainda não era totalmente conhecido. O que se sabia é que os macrófagos – células prevalentes no leite materno – eram responsáveis por digerir bactérias e, assim, promover a proteção contra invasores.

Agora, a novidade fica por conta da descoberta de um novo grupo de células imunológicas. Conhecidas como células imunes das linfoides inatas (ILCs), elas possibilitam mais estudos sobre aleitamento e já são consideradas protagonistas no combate a ameaças.

Em estudo publicado no JAMA Pediatrics, cientistas da Universidade Augusta, na Georgia, Estados Unidos, descobriram que o sistema imunológico do bebê é ativado através da amamentação. Isso acontece porque o leite materno contém microbiotas – conjunto de bactérias intestinais – essenciais para a defesa do corpo. Além disso, os pesquisadores observaram que esses organismos podem trabalhar pela imunidade durante anos no corpo da criança.

Outra descoberta importante é a comutação dos anticorpos. Os cientistas supõem que até a mãe é beneficiada durante o aleitamento, já que as células do leite modificam qualquer ameaça vinda do bebê para a mãe, protegendo inclusive a mama de infecções.

As mesmas células voltariam ao filho através do leite para também anular possíveis contágios. “O leite é um fluido vivo dinâmico e muda com as demandas variadas da criança”, informa o estudo.

Para ficar por dentro dos temas mais atuais da área, conheça a atualização em Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Primeiros passos

Agora, os cientistas querem entender definitivamente o que acontece com as ILCs quando chegam ao intestino da criança – e de que forma eles constituem seu microbioma. Estudos preliminares realizados com camundongos sugerem que essas células são importantes na formação da mucosa do intestino.

Também publicado recentemente, o documento Ten Steps to Successful Breastfeeding [“Dez passos para o sucesso do aleitamento materno”, em português] da Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com a Unicef, apresenta novas orientações sobre o aleitamento materno. No texto, a OMS recomenda o uso limitado de substitutos do leite materno e indica dez passos práticos para mães de todo o mundo sobre a amamentação. O documento traz, ainda, um guia de políticas e campanhas sobre amamentação para o sistema de saúde.

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