Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica: cuidados referentes à anestesia

  • novembro/2018
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colangiopancreatografia retrógrada endoscópica

A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é um dos procedimentos endoscópicos mais frequentes na atuação clínica. O exame é indicado para a avaliação de doenças que afetam o fígado, as vias ou canais biliares e o canal pancreático.

A CPRE costuma ser vista como um procedimento desconfortável. Isso porque exige a introdução de um longo tubo de fibra óptica pela boca até a segunda porção duodenal. É através desse tubo que são identificados possíveis problemas na bile e nos ductos. O processo, porém, exige sedação.

Não fique de fora e aprimore a prática profissional e ainda fique por dentro da atualização desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA).

O acompanhamento do médico anestesista durante o procedimento garante a segurança do paciente e a redução das respostas hemodinâmicas. Podendo ser profunda ou moderada, a sedação escolhida considera a reposta do paciente a estímulos dolorosos, permeabilidade das vias aéreas e estabilidade hemodinâmica.

Comumente recorre-se à administração do sedativo midazolam intravenoso, combinado com o meperidina, ou então ao propofol.

O midazolam é o agente mais utilizado, pois oferece tempo mais curto de meia vida e produz certo grau de amnésia. Já o propofol tem um início rápido de ação, mas a sua duração também é curta. A administração desse fármaco em pacientes idosos, desidratados ou cardiopatas – em especial – pode causar depressão respiratória e hipotensão.

Meperidina, fentanil e alfentanil são utilizados para diminuição da dor e dos reflexos autonômicos, podendo resultar em náuseas, prurido e depressão respiratória.

Complicações da Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica

Cerca de 5% a 6,9% dos pacientes submetidos a CPREA apresentam complicações como pancreatite, hemorragia, sepses e perfuração devido ao procedimento. Outras intercorrências ainda podem surgir por conta da sedação ou da anestesia. Isso acontece pelo fato de as medicações utilizadas provocarem reações locais e sistêmicas de natureza cardiorrespiratória – como bradicardia, taquicardia, hipotensão, hipertensão e depressão respiratória com diminuição na oxigenação sanguínea.

Em casos assim, a intervenção do anestesista varia de acordo com o grau de instabilidade e com a repercussão hemodinâmica do paciente.

Diante de um quadro emergente de insuficiência respiratória, por exemplo, o anestesista deve garantir uma via aérea segura para que se possa iniciar a ventilação mecânica através da anestesia geral. Caso o paciente seja detectado com pneumotórax, a descompressão emergente e a drenagem torácica podem se tornar inevitáveis. O tratamento envolve oxigenoterapia, antibioterapia, drenagem torácica e jejum.

 

Redação Secad
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