Como tratar crianças com Covid-19 na atenção primária

  • junho/2021
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O Brasil está entre os países com maiores índices de óbitos de crianças por conta da Covid-19.  Entre o começo da pandemia e abril de 2021, foram registradas mais de 2 mil mortes meninos e meninas com idade inferior a nove anos. Desse total, 1,3 mil vidas perdidas foram de bebês com até 12 meses.

Além da letalidade infantil atrelada ao coronavírus, houve elevação no número de casos da doença de Kawasaki (DK). A síndrome, que causa inflamação nas artérias coronárias – que levam sangue ao músculo cardíaco – costuma afetar crianças e vem sendo associada à Covid -19 nos Estados Unidos e em alguns países europeus.

Logo, é importante que o médico que atua na atenção primária atente para possíveis sintomas da DK. Entre eles, os mais recorrentes são febre alta persistente, vermelhidão na pele, inchaço e lábios secos ou rachados.

Diagnóstico de Covid-19 em crianças

Para pacientes pediátricos com agravo clínico, a avaliação médica deve ser feita ainda na etapa de anamnese, considerando se a criança possui alguns dos seguintes sintomas:

  • Febre e tosse;
  • Constipação nasal;
  • Perda do paladar e do olfato;
  • Dor de garganta;
  • Falta de ar;
  • Diarreia;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Cansaço e dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Falta de apetite, principalmente em menores de um ano.

Assim como acontece com pacientes adultos, as complicações decorrentes da Covid-19 costumam acometer crianças com problemas de saúde subjacentes. Entre eles, os mais frequentes são asma ou doenças pulmonares crônicas, diabetes, problemas cardíacos e obesidade.

Em casos de suspeita de doença de Kawasaki, deve-se ter em conta que os principais indícios diagnósticos apresentam:

  • Febre alta e persistente, durando em média cinco dias;
  • Exantema;
  • Linfadenopatia;
  • Injeção conjuntival;
  • Alterações na mucosa e extremidades.

Principais intervenções

Como não existe tratamento específico para a Covid-19, a solução é aliviar os sintomas causados pela doença. O manejo de medicamentos tem como objetivo amenizar dores, reduzir a febre e amenizar outros desconfortos. Em casos de risco de infecção pulmonar, aconselha-se o uso de antibióticos.

No caso de DK, o tratamento na fase aguda tem como objetivo conter a inflamação na parede da artéria coronária, buscando prevenir a vasculite – como é chamada a inflamação dos vasos sanguíneos.

A imunoglobulina intravenosa (IGIV) é a principal intervenção medicamentosa para tratar a doença de Kawasaki, sendo utilizada no período agudo (os primeiros sete a dez dias). O objetivo, aqui, é diminuir a prevalência de anormalidades das artérias coronárias e abreviar os sintomas clínicos.

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