Endocrinologia e metabologia: um panorama sobre essa área da medicina
- novembro/2017
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O profissional que atua na área da medicina sabe que precisa estar sempre em constante atualização para os seus pacientes terem bons resultados. Em relação à endocrinologia e metabologia, que estão diretamente ligadas com a qualidade de vida e ao bem-estar das pessoas, essa atualização precisa ser ainda mais profunda e frequente.
Entre os distúrbios tratados pela endocrinologia e metabologia, estão obesidade, diabetes, doenças metabólicas e tireoide. Essa área, como mencionado, por estar diretamente relacionada com a vida dos pacientes, passa por mudanças constantes e sempre apresenta novas tendências.
Em razão disso, reunimos algumas informações relevantes e novidades da endocrinologia e metabologia para que você esteja atualizado sobre essa área tão importante.
Como a endocrinologia e metabologia se desenvolveu ao longo dos anos?
Antes precisamos ententender o que é metabologia. A endocrinologia e metabologia é uma especialização com quase 200 anos, o que é considerado recente. “Foi apenas no século 19 que as funções das glândulas e sua relação com o funcionamento do corpo humano foram descobertas. Depois, veio o conhecimento sobre os hormônios e como eles agem no organismo, promovendo um grande avanço na medicina”, explica Mauro Czepielewski, médico endocrinologista.
Outra descoberta também marcou o avanço da área: a função da hipófise, ou seja, o nosso cérebro também pode produzir hormônios. “A reação do estresse, por exemplo, só foi possível com a descoberta do hormônio cortisona. Assim, a endocrinologia foi se consolidando como especialidade e como uma área do conhecimento crucial para a vida das pessoas e cura de doenças”, afirma Czepielewski.
Já no Brasil, a área começou a ganhar maiores destaques na década de 50, quando foi fundada a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. O título de especialização no ramo veio um pouco mais tarde, em 1968, sendo um marco para profissão no país.
Por que se manter atualizado em endocrinologia e metabologia?
O endocrinologista tem um papel fundamental na medicina, pois trata-se de uma área que tem ligação direta com, praticamente, todas as outras especialidades, como a ginecologia, dermatologia, neurologia e cardiologia.
Por exemplo, se um paciente começar a fazer o uso de estatina (medicamento utilizado em caso de colesterol alto, para baixar o teor de gorduras no sangue) e descobrir que é intolerante, a endocrinologia auxiliará o paciente com alternativas para o seu tratamento, apresentando outras soluções metabólicas.
Por isso, estar atualizado nessa área representa acompanhar a evolução e o desenvolvimento das comunidades humanas, bem como contribuir para uma melhor qualidade de vida delas.
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Qual a vantagem de ser um especialista na área?
O endocrinologista tem campo abrangente para atuação. “Embora sua maior atividade seja no campo ambulatorial, ele também pode trabalhar com dosagens hormonais e testes funcionais, atividades mais voltados para o laboratório. O endocrinologista também pode auxiliar dando suporte a outros médicos em casos de internação e cirurgia”, explica Mauro Czepielewski.
Dessa forma, mesmo a endocrinologia sendo uma área relativamente nova, se comparada com as outras, suas expectativas de crescimento só aumentam, pois se mostra muito efetiva nos seus diagnósticos.
Antes de começar uma especialização, é importante que o profissional já tenha uma boa formação clínica e de fisiologia. Além disso, depois de obter o registro da especialidade, o ideal é optar por atualizações que apresentam panoramas sobre a evolução e as principais novidades da área.
Quais as tendências para a endocrinologia e metabologia?
A endocrinologia e metabologia está se consolidando fortemente na medicina, justamente porque os profissionais cada vez mais se especializam e se aprofundam nas pesquisas por diagnósticos mais certeiros e eficazes.
É muito comum, nessa área, que os profissionais descubram novas formas de tratar distúrbios já existentes ou de forma a causar menos efeitos colaterais. Por exemplo: o transplante de células pancreáticas para a cura da diabetes.
Além disso, hoje a endocrinologia é uma área que permite ampla experimentação. “Com o avanço dos estudos moleculares, por exemplo, o médico conseguirá descobrir a mutação em um gene e atuar preventivamente em uma doença que ainda não se manifestou nos pacientes. Com o tempo, essa ação será rotina e os tratamentos poderão ser feitos preventivamente”, revela Czepielewski.
Contudo, para o tratamento preventivo atingir esse nível de profundidade mais rápido, é preciso que os profissionais possuam uma aprofundada formação, bem como estejam dispostos a acompanhar todas as inovações que surgem nos campos de pesquisa.
Outros avanços estão acontecendo na área e, se analisarmos o quanto a endocrinologia evoluiu até os dias atuais, sem dúvida, o futuro é promissor. Confira alguns deles:
Estudo do DNA e terapia gênica
Hoje, por exemplo, já se cogita que a endocrinologia possa fazer o estudo do DNA do indivíduo a partir do seu nascimento, analisando qual o potencial de doenças que essa pessoa tem a desenvolver e, até mesmo, a chamada terapia gênica, para corrigir esses problemas já no nascimento ou logo após, a partir da modificação do patrimônio genético de cada indivíduo.
E essa possibilidade de, ao nascer, conhecer quais são as doenças mais propensas para o indivíduo desenvolver, permite o acompanhamento e a vigilância constante, impedindo o desenvolvimento e o agravamento. Será possível, portanto, direcionar o atendimento aos pacientes que tenham uma tendência ao desenvolvimento de certas doenças.
Tratamento com células-tronco
Outra realidade próxima é o tratamento com células-tronco — que atualmente é feito com base na administração de hormônios aos pacientes que possuem deficiência em determinada glândula —, em que se buscará que o próprio paciente possa voltar a produzir novamente aquelas células capazes de produzir o hormônio.
Diagnósticos mais eficazes
Além disso, no futuro, o objetivo é de que os endocrinologistas possam identificar, de acordo com a carga genética de cada indivíduo, qual o medicamento que será eficaz para o seu diagnóstico. Ou seja, que saibam, previamente, quais os fatores que podem interferir na efetividade do tratamento.
Em síntese, o futuro é que, cada vez mais, o famoso termo idiopático (usado para designar doenças sem uma causa conhecida) caia em desuso — não se admitirá mais que doenças e síndromes não tenham a sua causa descoberta. E o que se espera do profissional que atua na área da endocrinologia e metabologia é a divulgação e a colaboração do seu intelecto e do seu trabalho para melhorar a vida e o bem-estar da sociedade.
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