Clínica médica: como tratar pacientes hipertensos

  • junho/2021
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A hipertensão é uma das doenças que mais abala os brasileiros. Em 2019, por exemplo, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 23,9% da população  adulta era hipertensa. Ou seja, uma em cada quatro pessoas. O levantamento mostrou, ainda, que 62,1% dos idosos acima dos 75 anos sofre com a patologia.

Nesse contexto, a clínica médica chama atenção como ponto de partida para o cuidado com o paciente hipertenso. Afinal, a doença muitas vezes acaba descoberta durante uma consulta de rotina, feita com um médico generalista.

 Diagnóstico do paciente hipertenso

A hipertensão pode ser uma doença assintomática – logo, silenciosa. Por isso, a importância de que a pressão arterial (PA) seja avaliada na anamnese. Os atuais critérios para que uma pessoa seja considerada hipertensa indicam valores da PA sistólica (contração do músculo cardíaco) maior ou igual a 140 mmHg e da PA diastólica (movimento de repouso) maior ou igual a 90 mmHg.

Via de regra, recomenda-se mais de uma visita ao médico para chegar à devida confirmação do caso. Motivo: em geral, a hipertensão está associada a alterações metabólicas ou hormonais. O valor da PA também pode sofrer a influência de fenômenos de hipertrofia cardíaca e vascular.

Como há casos em que a PA aumenta pela simples presença de um profissional da saúde (a chamada ‘síndrome do jaleco branco’), é necessária uma avaliação adequada para só então descartar possibilidades como interferências dessa natureza.

 A avaliação clínica precisa identificar os seguintes aspectos:

  • Sexo e idade;
  • Tempo em que o paciente acusa a hipertensão;
  • Se há um tratamento prévio, adesão ou reações adversas;
  • Sintomas sugestivos de isquemia cerebral, miocárdica ou de membros inferiores;
  • Dispneia e perda de visão;
  • Histórico familiar de hipertensão, acidente vascular, infarto do miocárdio, doença renal, diabete ou morte súbita;
  • Tensão emocional, consumo excessivo de sal e de bebidas alcoólicas;
  • Fatores de risco associados, como tabagismo, diabete, obesidade e sedentarismo;
  • Medicamentos que interfiram na pressão arterial;
  • Apneia do sono.

Exame físico em hipertensos

A análise física parte da mensuração da frequência de pressão cardíaca, do peso e da altura do paciente. Além disso, cabe ao médico fazer a palpação e ausculta das artérias carótidas.

Vale lembrar que um dos principais fatores de risco para complicações cardiovasculares é a hipertensão arterial –que afeta as paredes das artérias, podendo provocar lesões no local. Como consequência, o tratamento anti-hipertensivo reduz a morbidade e as chances de mortalidade cardíaca.

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Redação Secad
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