Qual a importância da atualização profissional na área de radiologia?

  • outubro/2016
  • 5694 visualizações
  • Nenhum comentário
atualização em radiologia

Desde 2015, podem exercer atividades nessas áreas os portadores de diploma de ensino superior com grau de Bacharel em Ciências Radiológicas; Tecnólogo em Radiologia; e com certificado de conclusão do ensino médio com formação mínima de Técnico em Radiologia, todos estes compondo a atualização em radiologia.

A medida está baseada na atualização da lei que trata da profissão de técnico em radiologia (Lei 7.394/1985). Na época, o autor do projeto, o senador Paulo Paim, argumentou que foi justamente a evolução de equipamentos e técnicas de radiologia que exigiram a ampliação e diversificação da formação dos profissionais que buscam por atualização em radiologia.

Conheça o Progrma de Atualização em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, o PRORAD, desenvolvido e organizado pela CBR.

Para exemplificar as mudanças que têm ocorrido na área, pode-se citar uma das principais preocupações: a realização da mamografia seguindo as normas técnicas, padrões e condutas recomendadas. Este conhecimento se tornou imprescindível no combate às altas taxas de mortalidade da doença no país — cerca de 10 mil mulheres a cada ano. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que apenas em 2016 serão diagnosticados mais de 58 mil casos de câncer de mama.

As décadas de estudos científicos consolidados foram decisivos para destacar a importância do diagnóstico por imagem para identificar a doença no estágio inicial, o que é de extrema importância para a diminuição do risco de morte das pacientes.

As tecnologias surgidas desde a invenção do primeiro aparelho de mamografia, feito pela General Eletric (GE) em 1966, aumentaram a qualidade para se verificar minúsculos detalhes no tecido mamário, o que potencializou a luta contra o câncer de mama.

Leia também:
Documentação do exame radiológico: tudo o que você precisa saber
4 coisas que você precisa saber sobre diagnóstico de linfonodos cervicais

Enquanto isso, a introdução da radiologia computadorizada e digital melhorou significativamente a resolução dos resultados. A necessidade da atualização em radiologia sobre o procedimento está baseada na dimensão em que ao câncer de mama tem avançado. Em um exame de mamografia digital, por exemplo, é possível verificar cada ponto da imagem com zoom para detectar qualquer sinal suspeito de cisto ou nódulos, o que possibilita um diagnóstico em tempo de reduzir os riscos da doença.

Outra novidade que teve impacto direto no indício de problemas causados pela doença foi o início da utilização do doppler colorido na avaliação da doença hepática crônica. A ultrassonografia tem sido amplamente utilizada para a avaliação clínica dos distúrbios vasculares hepáticos e a utilização do doppler deve ser incluído na avaliação inicial de qualquer paciente com suspeita de hipertensão portal.

Em pessoas normais, pode-se documentar, no doppler colorido, a alternância de cores nas veias hepáticas (VHs), representando as variações no ciclo cardíaco. Nas hepatopatias crônicas, podem-se encontrar turbulências, algumas vezes importantes, decorrentes da distorção e da compressão desses vasos pelo parênquima adjacente. Essas modificações estão trazendo resultados positivos no resultado do tratamento por proporcionarem um diagnóstico preciso.

Redação Secad
Matéria por

Redação Secad

O melhor conteúdo sobre a sua especialidade.

Tele-Vendas

(51) 3025.2597

Tele-Vendas Liga

Para você

Informações

(51) 3025.2550