Lipomas: como diagnosticar e tratar a tumoração benigna

  • setembro/2020
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lipoma

São raros os registros de lipomas que evoluem para neoplasias malignas. No entanto, a incidência de casos com implicações estéticas torna comum na prática clínica o acompanhamento e remoção desses tumores.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a prevalência de lipomas é de 2,1 para cada 1 mil pessoas.

Como qualquer tumor, o lipoma é causado por uma aceleração no desenvolvimento de células. O que desencadeia o surgimento desse tumor benigno, porém, ainda é desconhecido. Por se tratar de uma protuberância adiposa, há associações com o aumento repentino de peso. Outras correntes da medicina observam fatores genéticos ligados ao seu aparecimento.

O tratamento só é necessário quando o lipoma for doloroso e incômodo esteticamente. A abordagem varia entre diversas especialidades cirúrgicas, a depender do local e tamanho do nódulo.

Diagnóstico de lipomas

Localizado no tecido subcutâneo, o lipoma pode ter entre 1cm e 3cm, mas há registros de tumorações de cerca de 10cm de diâmetro. Em geral, é possível identificar o lipoma através de palpação.

O diagnóstico diferencial de lipoma para outros problemas malignos está nas características do tumor. O nódulo tem bordas regulares, consistência mole e flexível. Sua massa, em geral, é homogênea e na maioria das situações ele é indolor. Tumores malignos tendem a ter massa dura, imóvel e dolorosa.

Outra característica que difere o lipoma de um tumor cancerígeno é que ele cresce em ritmo lento. Além disso, a lesão tende a se estabilizar em algum momento. Tronco e membros superiores são locais clássicos de aparecimento dos lipomas. Apesar de raros, alguns também se desenvolvem entre as vísceras ou cavidades.

Tratamento

Os lipomas raramente apresentam algum comprometimento funcional nas áreas onde surgem. Muitos deles tendem a desaparecer com o tempo. O que leva médico e paciente a considerarem um tratamento é o local e o incômodo.

Quando o indivíduo relata dor e desconforto estético, é importante o médico considerar o tratamento cirúrgico para sua remoção. Tamanho e local são decisivos para o encaminhamento do tratamento.

Tumores no rosto e pescoço requerem atenção de cirurgiões plásticos, por se tratar de áreas esteticamente sensíveis. Na maioria dos casos, a cirurgia com anestesia local é suficiente para retirada. Há ainda a possibilidade de lipossucção – por se tratar de células de gordura.

Em alguns casos, a indicação cirúrgica leva em consideração características do lipoma que possam se assemelhar a tumorações malignas. Quando o lipoma ultrapassa 5cm e demonstra aparência irregular, pode ser necessária a solicitação de exames de imagem como ultrassom, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RNM).

A investigação pode demonstrar se o lipoma tem envolvimento miofascial. A presença de massas infiltradas é diagnosticada através de biópsia. Cabe ao profissional de saúde diferenciar as estruturas capazes de gerar protuberâncias subcutâneas, como cisto sebáceo (igualmente inofensivo) ou tumoração maligna.

 

Redação Secad
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