Medicina de família e comunidade: a interprofissionalidade no SUS

  • junho/2021
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No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Estratégia da Saúde e da Família (ESF) caracteriza-se como um modo de organizar a atenção básica, também denominada Atenção Primária à Saúde (APS). A dinâmica se destaca como a principal porta de entrada da comunidade junto ao sistema público.

A partir daí, a interprofissionalidade torna-se uma constante no contexto desses grupos. Afinal, trata-se de um fundamento da atenção primária. Nesse sentido, o trabalho em equipe no SUS propõe modelos mais eficientes de atuar, tanto com pessoas e grupos quanto com profissionais da medicina de família e técnicos.

A interprofissionalidade trilha um caminho de ações pelo qual é possível viabilizas respostas ágeis às necessidades manifestadas pela comunidade. Experiências similares em países como Canadá, Reino Unido e Austrália, por exemplo, são destacadas em pesquisa divulgada pelo Grupo de Estudo em Educação Interprofissional e Prática Colaborativa da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em âmbito nacional, os primeiros dados sobre o desempenho e a amplitude da assistência primária foram levantados e finalizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde, entre 2019 e 2020. Atualmente, o Brasil possui mais de 42 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS). Elas contam com 44 mil equipes de Saúde da Família e 1299 equipes de atenção primária.

Perfil da equipe interprofissional

A Carteira de Serviços da Atenção Primária à Saúde (CaSAPS), documento que norteia as ações de saúde na APS, prima pelo reconhecimento multiprofissional e interprofissional.

O propósito da CaSAPS não é enumerar nem esgotar sinais, sintomas, ações, cuidados e patologias, uma vez que a epidemiologia e as necessidades das pessoas são dinâmicas e variadas. Como decorrência do SUS, as atenções primárias devem garantir o acesso universal, em tempo oportuno, com ofertas amplas e um escopo de ações em relações contínuas e de confiança.

Assim, a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) traça a composição do seguinte perfil de uma equipe interprofissional para o atendimento da comunidade:

  • Médicos;
  • Enfermeiros;
  • Cirurgiões-dentistas;
  • Auxiliares em saúde bucal ou técnicos em saúde bucal;
  • Auxiliares de enfermagem ou técnicos de enfermagem;
  • Agentes comunitários de saúde;
  • Entre outros profissionais em função da realidade epidemiológica, institucional e das necessidades de saúde da população.

A organização das equipes é feita por gestores municipais, de acordo as necessidades locais e em observância às regras da PNAB. A proposta, ainda, é de que esses gestores assegurem o fluxo de atenção à saúde da comunidade e a integralidade do cuidado.

O PNAB orienta às equipes:

  • Educação permanente e qualificação das práticas de cuidado;
  • Intervenção e autonomia para práticas transformadoras;
  • Desenvolvimento de ações que priorizem grupos de risco;
  • Acolhimento e escuta qualificada;
  • Atualização do cadastro de famílias e indivíduos;
  • Notificação de doenças graves;
  • Reuniões em equipe para discussão conjuntas;
  • Integração das áreas técnicas e profissionais de diferentes formações;
  • Promoção e mobilização da comunidade.

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Redação Secad
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