Novo coronavírus: tudo o que profissionais da saúde precisam saber

  • fevereiro/2020
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novo coronavírus

Recentemente declarada uma emergência de saúde pública global pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a epidemia do novo coronavírus preocupa autoridades e populações ao redor do mundo. E não é à toa: até o momento, são mais de 17 mil pessoas infectadas e o número de óbitos passa dos 300. Apesar de o surto estar concentrado na China, 20 países confirmaram ter habitantes contaminados pela doença – o que acontece devido à rápida capacidade de propagação.

O governo brasileiro anunciou um plano para trazer de volta os brasileiros que vivem em Wuhan, metrópole chinesa que registrou os primeiros infectados e está em quarentena desde então. No Brasil, estão sendo monitorados 13 casos suspeitos, de acordo com boletim do Ministério da Saúde divulgado no dia 4 de fevereiro. 

Diante desse cenário, reunimos neste guia todas as informações necessárias aos profissionais da saúde para combater o novo coronavírus, denominado 2019-nCoV. O texto foi baseado no documento da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Principais sintomas do novo coronavírus

Os sinais de infecção pelo 2019-nCoV contemplam febre, tosse e dificuldade para respirar. Ao identificar esses sintomas, o profissional deve questionar o paciente sobre viagem recente à China (em um período de 14 dias) ou contato próximo com algum possível portador da doença.

 No entanto, o vírus pode ser assintomático, além de ter características parecidas às de um resfriado. Em ocorrências mais graves, podem aparecer pneumonia e insuficiência respiratória.

Contaminação e letalidade 

A contaminação é feita de pessoa a pessoa pelas seguintes maneiras:

  • ar, com tosse ou espirro;
  • toque;
  • aperto de mão;
  • contato com superfícies contaminadas, e então infectar olhos, boca ou nariz.

Foi constatada a transmissão sustentada – quando há a transmissão de pessoa para pessoa, sem que uma delas tenha tido contato direto com o vírus – somente na China. 

O surto está em constante avanço pelo mundo e, por essa razão, não há uma resposta conclusiva sobre sua letalidade. O último registro é de que essa taxa esteja entre 2% e 3%. Embora se acenda um alerta, ele possui uma letalidade menor que a do SARS-CoV (causador da síndrome respiratória aguda grave) e do MERS-CoV (responsável pela síndrome respiratória do Oriente Médio). 

Como diagnosticar e tratar

Para diagnosticar o 2019-nCoV é preciso solicitar exames laboratoriais de biologia molecular, que podem detectar a presença do vírus em secreções respiratórias coletadas de diferentes formas.

Quanto ao tratamento, ainda não foi estabelecido um medicamento para tratar a doença exclusivamente. Também é importante desmentir as fake news que circulam sobre o assunto: o Tamiflu (oseltamivir), utilizado para tratar o vírus influenza, não se aplica ao novo coronavírus, muito menos o chá de erva-doce – informações que têm sido disseminadas por grupos no Whatsapp.

Médicos devem orientar que o paciente faça repouso e beba bastante líquidos. E claro, deve-se avaliar cada caso individualmente. Para amenizar os sinais e efeitos colaterais da doença, analgésicos e antitérmicos são uma alternativa. E aquelas pessoas que estão em situações mais preocupantes talvez precisem de oxigenoterapia ou ventilação mecânica. 

O que fazer diante do uma suspeita de novo coronavírus?

Na identificação de um paciente suspeito, o protocolo é mantê-lo em isolamento, com máscara cirúrgica e em quarto privativo. É fundamental que a unidade notifique imediatamente os órgãos de saúde municipais, tendo um prazo de até 24 horas para isso.

Os profissionais que entrarem em contato com o indivíduo devem adotar à risca medidas de biossegurança, como o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e higienização correta das mãos. 

A máscara N95 é apropriada para longas exposições ao paciente, bem como procedimentos que geram aerolização. Por outro lado, a máscara cirúrgica é mais adequada para tempos expositivos menores. Tais instruções de EPIs também são referência para famílias e quem esteve com o provável infectado.

A Covid-19 tem avançado exponencialmente em diversos países ao redor do mundo. Atrelado a isso, há uma abundância de dados, estudos e orientações que mudam constantemente, conforme os cientistas vão descobrindo mais sobre o vírus. Para auxiliar os profissionais de saúde no combate à doença, nós estamos realizando uma cobertura especial e gratuita em conjunto com a Artmed Editora.

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