Ortopedia: conheça o potencial das próteses 3D

  • junho/2021
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A manufatura aditiva, também conhecida como impressão tridimensional (3D), tem causado uma revolução em vários setores. A saúde, em especial, beneficia-se diretamente da tecnologia. Atualmente, os protótipos tridimensionais incluem desde confecções de instrumentos cirúrgicos a próteses de membros do corpo humano.

Na ortopedia, por exemplo, as próteses são confeccionadas para substituir partes do corpo com má-formação ou que sofreram amputação ou dano. Isso significa desenvolver membros como pernas, braços, nariz e até mesmo partes do crânio.

A vantagem, aqui, é a personalização – ou seja, o ajuste da peça ao paciente. Isso porque a impressão 3D na ortopedia é realizada a partir de modelos digitais precisos. Sem a necessidade de contato físico, os scanners obtêm com acurácia os dados antropométricos – a medida das dimensões físicas de uma pessoa, como tamanho, texturas, curvas e outros detalhes do corpo.

O resultado do processo 3D são próteses mais eficientes do que se fossem confeccionadas no método tradicional, em que é utilizado o molde de gesso, não apenas pela precisão como também pela maior resistência e agilidade na produção. A antropometria, por exemplo, é obtida em um minuto com a tecnologia 3D; no modelo tradicional, o tempo dispendido é de quase duas horas.

A execução da peça também pode ser mais veloz na manufatura aditiva, a depender do membro e da técnica de impressão utilizada.

Cabe destacar que, nesse processo, as próteses 3D consomem maior quantidade de energia elétrica e exigem especialização para o manuseio dos equipamentos – o que eleva o custo em comparação às próteses tradicionais. Apesar disso, a tecnologia segue entre as mais promissoras do mercado.

Em países como Japão e Estados Unidos, os planos de saúde incentivam e bancam a opção por próteses e implantes com tecnologia 3D em cirurgias, de acordo com reportagem do UOL. No Brasil, algumas seguradoras até cobrem o procedimento. No entanto, cada caso necessita de avaliação, pois não há legislação específica sobre próteses impressas em 3D. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza apenas a fabricação de peças ortopédicas padrão.

Uma das principais referências do assunto no Brasil é o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Na unidade do Rio de Janeiro, cirurgias ortopédicas com tecnologia 3D são realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2017.

O instrumento utilizado para confeccionar as peças foi doado ao Into por profissionais ligados à Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos. O material gera guias em material plástico que ajuda a implantação de parafusos para sustentar as próteses no corpo. O procedimento também é adotado à implantação de novos membros.

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