Alerta: tétano tem letalidade alta e é considerado grave problema de saúde no Brasil

  • outubro/2020
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tétano

Apesar de haver uma vacina disponível no Brasil há mais de 70 anos, o tétano continua sendo uma doença com alto percentual de mortalidade. Entre 2007 e 2016, foram registrados no país 973 óbitos por tétano, o que representa 33,1% dos quase 3 mil casos registrados no períodoOs dados são do mais recente boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.   

O tétano é uma doença infecciosa, porém não contagiosa e com fácil prevençãoConforme o documentoa maioria dos infectados não recebeu dose vacinal quando criança – ou perdeu alguma dose do reforço.  

Atualmente, a vacina antitetânica é aplicada em três doses na infância e recomenda-se um reforço a cada dez anos. É fundamental orientar pais e familiares a observar o calendário de vacinação das crianças. A imunidade só é possível depois de completar todos os ciclos da vacinaAlém disso, cabe ao médico esclarecer ao indivíduo que não cumpriu todas as doses na infância a fazê-lo na vida adulta.  

Entre os pacientes com registro de tétano, 31,4% nunca tinham aplicado a vacina e 13,5% tomou apenas uma dose. O índice reduz significativamente quando se leva em consideração as demais dosesapenas 1,9% das pessoas tinha conhecimento de ter recebido duas doses; 2,2% fizeram as três doses; 2,3% fizeram três doses e um reforço; e 7,7% aplicaram duas doses e dois reforços. 

Sintomas e encaminhamentos

A maior incidência dos ferimentos é residencial (31,5%) ou em vias públicas (17,7%). O diagnóstico do tétano é clínico. O paciente pode apresentar febre baixa, espasmos, contraturas, tensão muscular e rigidez na nuca, entre outros sintomas.  

enfermidade é causada pela ação das toxinas produzidas pela bactéria Clostridium tetani. A porta de entrada para a infecção ocorre a partir de cortes ou perfuraçõessendo que 60% dos casos envolvem membros inferiores. A evolução da moléstia provoca um estado de hiperexcitabilidade do sistema nervoso central.  

Custo

O tratamento para quem é infectado tem valores elevados para o governo. De acordo com o relatório do Ministério da Saúde, o custo médio das internações por tétano acidental custou mais de R$ 5 mil para o SUS.  

A orientação do Ministério da Saúde é a internação imediata, a fim de neutralizar a ação da bactéria e controlar os sintomas. A gravidade da doença justificou 97% das hospitalizações com uma permanência de 17 dias de internação. 

Redação Secad
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