Nutrição: produtos regionais para alimentação saudável

  • dezembro/2017
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alimentos regionais

Qualquer recomendação alimentar deve considerar as condições de saúde do indivíduo. Além disso, deve ser pensada em sintonia com a rotina da pessoa e as características culturais em que ela vive. Mais do que o popular feijão com arroz – sempre presentes entre os alimentos mais consumidos no Brasil –, os produtos regionais costumam ser uma opção bastante saudável para uma dieta equilibrada. Comida fresca, mais barata e menos processada: eis a fórmula que os muitos nutricionistas têm indicado.

A busca pela praticidade oferecida pelos alimentos industrializados é reflexo da sociedade de consumo, baseada em um ritmo de vida acelerado. Atenta a isso, a indústria se desenvolveu para processar alimentos com recursos nem sempre saudáveis. “Um exemplo é do suco de laranja em pó, que em sua composição não tem laranja, e sim corantes. Os aromas artificiais apenas remetem às característica da laranja, mas não têm fibras, vitaminas e minerais”, afirma a nutricionista e professora Isabel Kasper Machado, coordenadora do curso de Gastronomia da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Para a nutricionista, a alimentação adequada deriva de sistema alimentar social e ambientalmente sustentável. Consumir produtos locais, além de fortalecer a economia da região – e atender à responsabilidade social com pequenos produtores – ainda protege o meio ambiente, que fornece os vegetais de acordo com sua safra natural sem desgastar o solo.

Os chamados produtos da época são mais frescos, saborosos e, em geral, mais baratos. Além disso, cada região tem na base de seus costumes e de sua cultura alimentos típicos. Comprar uma melancia no sul do país, em pleno inverno, demanda gastos com transporte – já que a fruta é típica do verão ou de regiões quentes. Além da manutenção do produto em câmara fria, a logística distancia a fruta das propriedades nutricionais oferecidas por um alimento fresco.

A nutricionista diz que, aos poucos, o cenário dominado pelos industrializados está mudando. “As pessoas, quando possível, querem cozinhar e valorizam as refeições feitas com a família. Ou seja, procuram resgatar uma alimentação mais saudável não só em nutrientes, mas dentro de um contexto simbólico e cultural”, explica.

O consumidor que no século passado se encantou com a industrialização dos alimentos hoje procura resgatar os vínculos com a cadeia produtiva. Além disso, cada vez mais pessoas consideram importante saber de onde vem o alimento, quem o produziu e como se deu o processo.

Pode-se dizer que o comportamento do consumidor atual está mais adequado ao que prevê o Plano Nacional de Segurança Alimentar da Agência Nacional de Saúde (Anvisa), que orienta sobre consumo sustentável. Por isso, ainda que alimentos locais sejam recomendados como protagonistas das refeições, Isabel Machado recomenda o consumo com outras fontes de nutrientes. O motivo: evitar uma dieta monótona. “Deve haver um equilíbrio e variedades nas escolhas alimentares. O ideal é nunca deixar de consumir, junto de qualquer refeição, as verduras, os legumes e alguma porção de cereais”, observa Isabel.

O momento das refeições é envolto em muitos significados. É quando a família se reúne e compartilha sentimentos, experiências ligadas aos seus hábitos. O processo afetivo também é importante para a saúde. Todo alimento consumido no seu tempo e sem pressa é melhor absorvido pelo organismo e, consequentemente, oferece mais benefícios.

Redação Secad
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