Nutrição: reposição de nutrientes pós-Covid-19

  • junho/2021
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A atenção nutricional sempre foi um fator de extrema relevância. Em meio à pandemia, sobretudo, manter o organismo saudável é sinônimo de prevenção e autocuidado. No Brasil, mais de de 17 milhões de pessoas já foram contaminadas pela Covid-19. Após o período incubatório do vírus, muitas continuam com o sistema imunológico enfraquecido.

Em entrevista à BBC Brasil, Suzana Lobo, diretora-presidente da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), explica que as sequelas deixadas pela doença seguirão afetando a saúde nacional por cerca de uma década. “(…) vai ter agravamento de comorbidades dos sobreviventes da Covid-19, a desassistência provocada pela restrição de acesso a pacientes que não foram ao hospital porque tinham medo, doenças psicossomáticas, condições crônicas agudizadas… Os desafios do Brasil para a próxima década são enormes.”

Nesse contexto, o nutricionista tem a função de manejar a dieta das vítimas da patologia. O objetivo primordial deve ser orientar a reposição dos componentes alimentícios buscando uma recuperação breve e de qualidade. Tendo em vista a necessidade de suplementação nutricional, o nutricionista precisa investigar a fundo o quadro de saúde de cada paciente – o que inclui a maneira como o organismo reagiu à Covid-19.

Além de atentar à saúde, é importante que o profissional avalie a realidade socioeconômica do paciente antes mesmo de iniciar a dieta de reabilitação de nutrientes. Só assim será possível compreender as limitações e fazer as devidas indicações de alimentos que ajudarão no restabelecimento do sistema de defesa do indivíduo.

Depois da avaliação do paciente, é necessário levantar os fatores que mais interferem em seu cotidiano. Depois de passar pelo quadro infeccioso, as queixas mais comuns são:

  • Ansiedade;
  • Distúrbios do sono;
  • Alterações de peso;
  • Alterações de olfato e paladar;
  • Cansaço respiratório;
  • Estomatites ou fissurar orais;
  • Disfagia pós-intubação orotraqueal.

Uma vez levantada a situação geral do paciente e de suas limitações, é chegada a hora das orientações nutricionais. Conheça medidas nutricionais que podem ser indicadas nos principais casos de pacientes pós-Covid-19:

  • Ansiedade: pacientes com o transtorno de ansiedade apresentam baixas concentrações de serotonina no cérebro. Assim, o ideal é fazer a prescrição de alimentos que sejam fonte de triptofano, pois ajudam a promover a síntese de serotonina e melatonina. O estímulo alimentar também tem papel importante na regulação do humor.
  • Distúrbios do sono: a desregulação dos períodos de descanso pode comprometer o funcionamento cognitivo e físico. Na nutrição, muitas vezes a qualidade de sono é associada ao alto consumo de cafeína e bebidas com excesso de açúcar. Para pacientes em reabilitação de Covid-19, é possível prescrever chás calmantes, como camomila. Indica-se, ainda, estimular a diminuição de café e aumentar os níveis de alimentos ricos em triptofano no jantar.
  • Cansaço-respiratório: a síndrome respiratória aguda costuma aparecer em pacientes que foram internados e precisaram recorrer a aparelhos para melhorar a oxigenação. A terapia nutricional tem a função de reabilitar o sistema respiratório. A orientação parte do consumo de alimentos líquidos-pastosos, reduzindo o volume de comida e fracionando o número de refeições diárias – entre seis e outo porções. Caso seja necessário, pode-se utilizar complementos nutricionais hipercalóricos ou hiperproteicos.

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Redação Secad
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