7 dicas para melhorar seu rendimento nos estudos

  • novembro/2017
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você sabe estudar

Aprender, como sabemos, vai muito além da simples “decoreba”. É por isso que um ferreiro com décadas de experiência forja uma peça com os olhos vendados; que um chef de cozinha dispensa as medidas da receita; e que uma neurocirurgiã sabe o ponto exato do cérebro que deve ser operado, bastando observar uma tomografia. Todos esses profissionais conhecem profundamente as particularidades de seus ofícios.

Dominar um assunto, portanto, não é saber pronunciar uma fórmula ou tomar conhecimento sobre um modo de fazer. Quando uma pessoa aprende de fato, ela ganha a virtude de flexionar o conhecimento, podendo aplica-lo de diferentes formas e nas mais diversas situações. Garantir resultados eficazes é o sonho daqueles que dedicam horas diárias a uma rotina de estudos – seja para ser aprovado no vestibular ou para conquistar um cargo público, por exemplo.

Todos querem saber mais. Trata-se de uma vontade inerente à própria natureza humana: afinal de contas, foi a busca evolutiva o que nos trouxe até aqui. Mas o conhecimento não é estático nem genérico – por isso, aquele truque das fichas amarelas, usado pelo colega de escola, jamais funcionou com você.

“Nem tudo serve para todos. O que funciona para aprender história não é necessariamente o mesmo que ajuda na matemática”, avalia o economista e pesquisador em educação Claudio de Moura Castro.

Para Castro, um dos maiores especialistas em educação do Brasil, o problema reside na maneira como os alunos encaram o processo de estudar. Diferentemente do ferreiro ou do cirurgião, muitos não aprendem a usar as ferramentas de que dispõem. “Mas elas são mais importantes que as técnicas de como estudar. Precisamos discorrer sobre o que é desconhecido, anti-intuitivo e relevante”, afirma Castro, que é autor de vários livros sobre o tema, incluindo a obra “Você sabe estudar?” – que apresenta técnicas de estudo com base no funcionamento do cérebro.

Ninguém nasce sabendo

Existe um mito que afirma que algumas pessoas sabem mais do que outras. De fato, alguns têm habilidade para um tipo de conhecimento, como as ciências exatas; já outros demonstram maior familiaridade com idiomas, por exemplo. Mas a verdade é que não existe nada que não se possa aprender a aprender.

E, aqui, não existe mágica. Todos podem melhorar seus resultados. O segredo é simples: basta um pouco de foco e dedicação. Para isso, recomenda o especialista, é preciso estabelecer uma rotina e se organizar a fim de administrar adequadamente os estudos. Confira, a seguir, sete dicas sugeridas por Castro:

Faça como os grandes

Anotações em cadernos, fichas e blocos de notas facilitam o processo de organização do conteúdo. Resumos e mapas mentais também são aliados para assimilar aquilo que já foi estudado.

Prepare o ambiente

Estudar em frente à TV pode não ser a opção mais viável. Escolha um local confortável, longe de possíveis distrações. Concentre-se e dê atenção para a postura e para a iluminação.

Take a break

Faça intervalos entre uma leitura e outra. Seu cérebro precisa de uma pausa, especialmente quando não consegue mais avançar no conteúdo. Estudos mostram que, para um mesmo tempo de dedicação, quando se estuda “à prestação”, aprende-se mais.

Avance casas

Estudar um tópico até fixar não funciona. Mudar de assunto permite livrar o cérebro de um falso aprendizado que é memorizar palavras sem entender em profundidade o que significam. Largue esse objetivo (mesmo se deixar algo pela metade), avance casas e volte em uma próxima rodada.

Sem cópia

Não tente utilizar o método de seu colega – isso inclui, por exemplo, fichas de conteúdo resumido. Faça suas próprias anotações. Descubra qual método de fixação funciona com você. O aprendizado ocorre ao tomar notas, pois obriga o estudante a vasculhar o tema e selecionar aquilo que é importante.

Organize-se

Faça uma lista de tudo o que você deve fazer. Depois, decida o que é mais urgente e o que é mais importante. Reserve um bloco de tempo para as urgências, mas não deixe que elas atropelem o que é importante.

Santa rotina

Você precisa entender sobre direito ambiental e opta por gastar três horas fazendo isso em um único dia. É claro que você vai aprender, mas experimente gastar uma hora em um dia; pular dois dias; gastar uma segunda hora e, dois dias depois, estudar a terceira hora. Não se trata de achar o que é melhor ou pior: pesquisas demostraram que assim é, de fato, melhor.

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