Como orientar a vacinação de adultos

  • outubro/2020
  • 440 visualizações
  • Nenhum comentário
vacinação

 A vacina é a principal forma de prevenção para inúmeras patologias. Desde 1804, quando chegou ao Brasil, os imunizantes vêm contribuindo com a redução dos índices de contágio e óbito de doenças como sarampo, poliomielite e rubéola – condições hoje erradicadas no país.

Apesar de ter eficácia comprovada e dos seus poucos efeitos colaterais, a vacina ainda é vista por parte da população como necessária apenas para crianças e adolescentes. Em 2017, o centro internacional de pesquisas Instituto Ipsos Mori conduziu um estudo sobre a percepção da sociedade em relação ao imunizante e à sua adesão às campanhas de vacinação. 

Naquele ano, 64% dos adultos brasileiros não estavam em dia com o calendário de vacinas. O principal motivo apontado pelos entrevistados foi o desconhecimento da necessidade da imunização e da disponibilidade das doses no sistema de saúde pública.

Nesse contexto, é dever dos profissionais de saúde intensificar as orientações a respeito dos benefícios individuais e coletivos da vacinação, bem como orientar o preenchimento e controle da Caderneta de Vacinas. 

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) recomenda, ainda, que o médico monitore constantemente a adesão de seus pacientes ao Calendário Nacional de Vacinas, atualizado anualmente pelo Ministério da Saúde (MS). O profissional também precisa informar ao indivíduo sobre a disponibilidade do imunizante no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede privada. 

Necessidades do adulto

De acordo com o Manual de Imunização do Adulto e do Idoso produzido pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), pessoas com diabetes e doenças cardiológicas ou respiratórias precisam ficar ainda mais atentas a patologias imunoprevisíveisO grupo apresenta maiores chances de desenvolver quadros graves quando exposto ao agente patogênico. 

Manual também reforça o cuidado especial com imunossuprimidos, que só devem receber as vacinas quando não estiverem em tratamento, incluindo pacientes em oncoterapia. De acordo com o guia, a vida adulta exige os seguintes imunizantes:

>> Tríplice bacteriana (difteria, coqueluche e tétano): aqueles que não foram vacinados ou não possuem registro precisam realizar uma dose de dTpa e duas doses de dT com intervalos de dois meses. É recomendada mesmo para quem já teve coqueluche, e está disponível no SUS.
>> Influenza: todos precisam realizar dose única anual, com preferência para a 4V. Também pode ser feita na rede pública.
>> Febre amarela: recomendação de dose única em qualquer idade. É encontrada na rede pública.
>> Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): pacientes que não realizaram a imunização até os 29 anos devem receber duas doses. A partir dos 30 anos, uma dose é suficiente. Está disponível no SUS.
>> Meningite B e ACWY: a indicação depende da situação epidemiológica. Quando necessário, devem ser feitas duas doses com intervalo de dois meses para o tipo B e uma dose para ACWY. Disponível apenas na rede privada.
>> Pneumocócicas: pode ser aplicada entre os 50 e 60 anos. É encontrada nas clínicas particulares.
>> Herpes Zoster: recomendação de dose única a partir dos 60 anos, mesmo para quem já desenvolveu a doença. Disponível apenas na rede privada.
>> Dengue: indicada para adultos soropositivos até os 45 anos. Encontrada nas clínicas particulares.  

Redação Secad
Matéria por

Redação Secad

O melhor conteúdo sobre a sua especialidade.

Tele-Vendas

(51) 3025.2597

Tele-Vendas Liga

Para você

Informações

(51) 3025.2550