Evolução e perspectivas para a enfermagem: qualificação e gestão são destaques na profissão

  • abril/2021
  • 950 visualizações
  • Nenhum comentário

O cuidado sempre foi a base da assistência de enfermagem. Desde o surgimento rudimentar da profissão, como um sacerdócio para freiras, até a atuação baseada em evidências praticada atualmente, é o vínculo entre enfermeiro e paciente que potencializa o manejo da saúde.

O primeiro passo para a institucionalização da enfermagem moderna foi dado pela inglesa Florence Nightingale (1820-1910). Após formar-se em uma irmandade católica na Itália, a pioneira serviu como chefe e treinadora de enfermeiras na Guerra da Crimeia (1853 a 1856), no sul da Rússia e nos Bálcãs, onde sistematizou o cuidado aos soldados.

Após o conflito, Nightingale foi reconhecida com a Ordem do Mérito pelo governo britânico e fundou, em 1859, a primeira escola de enfermagem da Inglaterra livre de vínculos religiosos, no Hospital Saint Thomas, em Londres.

No Brasil, a Escola de Enfermagem Ana Néri presta homenagem à primeira enfermeira voluntária do país, que esteve à frente da assistência aos soldados durante a Guerra do Paraguai (1864-1870).

Consolidação das escolas de enfermagem

Passado um século e meio do surgimento da enfermagem moderna, no contexto atual o ensino da enfermagem segue em evidência – consolidado como um campo de atuação cada vez mais qualificado e essencial. “As escolas contribuíram muito nesse processo de amadurecimento, pois desde as primeiras iniciativas de profissionalização elas se destacam como fortes aliadas à formação de enfermeiros no Brasil”, explica Sonia Acioli de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn).

Entre os principais marcos históricos da enfermagem estão a regulamentação da profissão, na década de 1930, e a consolidação dos currículos dos cursos de graduação e pós-graduações. Segundo Oliveira, tais movimentos foram fundamentais para que fossem estabelecidas as competências básicas para a atuação na área.

É o caso, por exemplo, da Resolução CNE/CES nº 3, de 2001, que institui o perfil do egresso e define a formação humanista, crítica e reflexiva com base no rigor científico. Quatro anos depois, em 2005, a Resolução CNS nº 350 definiu critérios técnicos educacionais e sanitários relativos à abertura de novos cursos de enfermagem.

Outro aspecto relacionado ao ensino de enfermagem que acarretou avanços na área é a pesquisa acadêmica. Na visão de Oliveria, a produção científica relacionada a publicações em periódicos, dissertações de mestrado e teses de doutorado apresenta franco crescimento nos últimos anos. Só a Revista Brasileira de Enfermagem (REBEn), periódico científico publicado pela ABEn, tem recebido, em média, mil artigos ao ano.

Perspectivas da enfermagem no Brasil

Em 2017, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) finalizaram um relatório sobre o perfil da enfermagem no Brasil. O levantamento contou com quase 36 mil trabalhadores da área – uma amostra estratificada dos mais de 1,5 milhão de profissionais registrados no país.

Um dos dados de maior destaque diz respeito à qualificação profissional. Do total de participantes, 80,1% fizeram ou fazem cursos de pós-graduação. Além disso, a especialização é a modalidade de ensino mais adotada, chegando a 72,8% do público entrevistado, seguida pelo mestrado (14,5%), sendo 3,6% profissional e 10,9% acadêmico. Já os programas de residência respondem a 7,5% dos profissionais.

Indicadores assim confirmam a especialização como uma das principais tendências na enfermagem. Segundo o relatório elaborado pelo Cofen com a Fiocruz, entre as funções exercidas por enfermeiros no âmbito do ensino, 32,3% atuam em docência, 11,4% como preceptores, 7,8% com supervisão de estágio e 3,8% com gestão acadêmica.

Além disso, a enfermagem é uma das poucas categorias da saúde com formações voltadas à gestão. Logo, entre as competências estabelecidas pelas resoluções que regulamentam a prática e o ensino de enfermagem estão liderança, tomada de decisão, administração e gerenciamento. Ainda em 2018, um artigo publicado pelo Cofen apontava a gestão como uma área em expansão.

“Esse fenômeno pode ser notado pelo grande número de enfermeiros ocupando espaços importantes na saúde, seja em nível hospitalar ou da atenção básica, desde a gestão do cuidado até a gestão de redes de serviços de saúde”, complementa Oliveira.

Quer se aprofundar nas novas oportunidades da Enfermagem de forma 100% online? Então, conheça as Pós-graduações Artmed em Enfermagem.

Redação Secad
Matéria por

Redação Secad

O melhor conteúdo sobre a sua especialidade.

Deixe uma resposta

Tele-Vendas

(51) 3025.2597

Tele-Vendas Liga

Para você

Informações

(51) 3025.2550