Importância da gestão de qualidade total em Unidade de Terapia Intensiva

  • agosto/2017
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gestão de qualidade em uti

Na atual conjectura de mudança de paradigma em que o setor da saúde vive, é inconcebível uma instituição hospitalar não pensar em uma gestão de qualidade em UTI. Dentre as várias unidades que compõe uma instituição hospitalar, analisa-se que as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) tomam destaque devido as suas características próprias, considerando que o indivíduo para ser admitido nesta unidade precisa ter um ou mais sistemas fisiológicos comprometidos.

A respeito do programa de Gestão de Qualidade em UTI, o Enfermeiro coordenador tem um papel importante neste processo de implantação e implementação, sendo um elo entre a direção, a gerência e a equipe de enfermagem e os demais profissionais da equipe interdisciplinar.  Na atualidade, para que as instituições principalmente de cunho particular sobrevivam a todo este processo de transição financeira que assola o país, faz-se necessário que as mesmas tenham em seus sistemas de gestão a proposta da Gestão de Qualidade em UTI.

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Como o objetivo principal desta unidade é estabilizar o quadro hemodinâmico do paciente, para tal estabilização será necessário em sua grande maioria de procedimentos invasivos, que requerem um alto padrão de tecnologia que possa monitorar estes parâmetros hemodinâmicos.

Integrado a todo este aparato tecnológico, está os Recursos Humanos, que são peças fundamentais, para garantir a qualidade da assistência prestada nesta unidade. Todavia para avaliar a qualidade da assistência prestada, faz-se necessário que o Enfermeiro Responsável Técnico pela unidade possua, além do título de especialista, conhecimento acerca de algumas ferramentas gerenciais que possa subsidiar no seu dia a dia de trabalho.

Porém, para que isto aconteça, o enfermeiro responsável pela unidade precisa ter conhecimento e domínio de algumas ferramentas gerenciais, que certamente fará a diferença no mercado capitalista.

Assim sendo, destacam-se algumas ferramentas necessárias para a Gestão de Qualidade em UTI:

  • Gestão Estratégica, contemplando a missão, visão e valores da empresa
  • Stakeholders ou público de interesse: a quem interessa chegar a esses resultados? Qual é o público estratégico da instituição?
  • Proposta de valor: Quais são os clientes e o que eles consideram valioso na organização, em seus produtos e serviços?
  • Objetivos organizacionais: Quais serão os resultados esperados da organização?

Além disso, este mesmo profissional precisa ter conhecimento quanto a outras ferramentas gerenciais que o auxiliarão, principalmente, na tomada de decisão, tais como:

  • Pesquisa de Clima Organizacional;
  • Avaliação de Desempenho;
  • Balanced Scorecard;
  • Brainstorming;
  • Gráfico de Pareto;
  • Diagrama de Causa e Efeito;
  • Lean 6 Sigma;
  • A planilha 5W2H;
  • Ciclo do PDCA;

Em suma, analisa-se que o Enfermeiro Intensivista, responsável técnico por uma unidade que domine um ou mais ferramentas gerenciais, estará fadado ao sucesso por possuir um arsenal de estratégias que o auxiliarão, tanto no entendimento da problemática (detecção do problema) quanto na resolução dos mesmos.

*Autor: Cláudio José de Souza – Enfermeiro. Doutorando na Universidade Federal Fluminense (UFF). Coordenador da Pós-Graduação em Terapia Intensiva. Docente da Graduação em Enfermagem pela Faculdade Bezerra de Araújo.

Referenciais:

FUNDAÇÃO NACIONAL DE QUALIDADE – FNQ. Sistemas de Gestão. Disponível em: http://www.fnq.org.br/sistemas-de-gestao_.pdf

MAINARDES, E.W.; FERREIRA, J. RAPOSO, M. Conceitos de estratégia e gestão estratégia: Qual é o nível de conhecimento adquirido pelos estudantes de gestão? FACEF PESQUISA, Franca, v.14, n.3, p. 278-298, 2011.

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