Farmácia: a atuação em oncologia e elaboração de medicação quimioterápica

  • abril/2021
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No Brasil, o câncer é a segunda maior causa de mortes por enfermidades, superada apenas pelas doenças cardiovasculares. A previsão é de que nos próximos dez anos o país registre um aumento de 42% nos casos oncológicos. O indicador é ainda mais alto que o verificado na última década, quando a elevação foi de 28%, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer divulgados pela Sociedade Brasileira de Oncologia (SBO).

O crescimento contínuo da prevalência da patologia entre a população coloca em evidência o segmento de farmácia oncológica. A especialidade de farmácia para tratamentos de câncer, aliás, é regulamentada pela Resolução nº 288, de 21 de março de 1996, do Conselho Federal de Farmácia (CFF).

O profissional da área responde por atividades que vão da manipulação dos quimioterápicos antineoplásicos à atenção ao paciente oncológico.

Farmácia no tratamento de câncer

Em oncologia, o profissional de farmácia torna-se um instrumento essencial à farmacoterapia. Isso porque sua atuação vai além da simples dispensação da prescrição médica ou da manipulação de fármacos.

Ele responde essencialmente por atividades como: pesquisa clínica e controle de medicamentos sob investigação clínica; recebimento e armazenamento de produtos medicamentosos; elaboração de remédios; controle de qualidade de fármacos; elaboração de manuais para padronização de procedimentos técnicos.

O farmacêutico oncológico pode trabalhar em farmácias de hospitais públicos, privados e filantrópicos. O CFF detalha suas principais atribuições da seguinte forma:

  • Selecionar e padronizar medicamentos e materiais: responde pela seleção de produtos que atendam às exigências legais e pela averiguação do cumprimento de condições boas de fabricação pelo fornecedor.
  • Manipular agentes antineoplásicos: a atuação precisa ser realizada com técnica asséptica, em ambientes com infraestrutura apropriada, seguindo as normas locais e padrões internacionais. Esta etapa da terapia antineoplásica é essencial para diminuição de riscos associados ao manejo dos medicamentos, além de prevenir erros como seleção equivocada do diluente.
  • Farmacovigilância: na terapia antineoplásica, os pacientes podem desenvolver reações adversas devido à poliquimioterapia. A participação do profissional de farmácia ajuda na detecção e identificação de reações adversas, além de fatores de risco para o desenvolvimento de tais reflexos. Ele poderá propor, ainda, medidas de intervenção e prevenção, uma vez que os efeitos adversos aos medicamentos são algumas das causas de internação.

Cabe ao profissional de farmácia oncológica exercer ainda a assistência ao paciente, ajudando-o na utilização e armazenamento adequados dos medicamentos. É importante uma boa relação entre o indivíduo doente e o profissional de farmácia, visto que há informações detalhadas para o especialista acompanhar.

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