Veterinária: como tratar gripe canina

  • maio/2021
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No inverno e nas estações mais chuvosas, é normal que alguns cães fiquem gripados. Mesmo que não se trate de uma enfermidade respiratória grave, é importante tomar certos cuidados, já que a doença pode evoluir e exigir um quadro de maior atenção se não for tratado adequadamente.

O vírus Influenza é classificado de acordo com o material genético, que pode se apresentar nos tipos A, B ou C. Geralmente, o tipo A contamina animais, enquanto as demais variedades infectam, em sua maioria, os seres humanos. Além de ser contagiosa, a gripe canina pode ser também silenciosa, o que dificulta a investigação.

Principais sintomas da gripe canina

Quando os sintomas aparecem, é fácil percebê-los – ainda que não sigam uma regra. Tosse persistente, febre, perda de apetite, coriza, apatia e olhos lacrimejantes podem ser indícios.

Em algumas ocasiões, a influenza se cura sozinha, depois de poucos dias. Entretanto, analisar o cão de maneira minuciosa é a melhor forma de saber se a doença deixou sequela. O contágio ocorre quando o animal entra em contato com a carga viral, o que pode acontecer pelo contato direto ou indireto. Quando isso acontece, a imunidade do cão será determinante para os sintomas.

Tratamento da gripe canina

O período de incubação do vírus é de dois a cinco dias, e o animal pode eliminá-lo após dez dias do início de sinais clínicos. Nos quadros mais leves, o manejo é semelhante à forma não-complicada de traqueobronquite infecciosa. Cães com sinais mais amenos de gripe são tratados sem terapia específica.

Em casos mais graves, a febre alta e a pneumonia hemorrágica são evidentes, podendo levar o paciente à morte. Para tratar o quadro, é fundamental iniciar terapia de suporte com fluidos e antibióticos.

Animais que desenvolvem corrimento nasal esverdeado costumam ter infecção bacteriana na região, e acabam não respondendo bem a fármacos como doxiciclina, quinolonas ou amoxicilina com clavulanato de potássio. Cães com pneumonia devem receber tratamento agressivo com antibioticoterapia de quatro quadrantes. Caso o animal apresente sintomas de infecção respiratória, é necessário fazer isolamento.

Os vírus da influenza canina são sensíveis à maioria dos desinfetantes. Por isso, é importante fazer a higienização de roupas, mãos e equipamentos após a exposição ao animal contaminado.

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Redação Secad
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