Espondilite anquilosante: tratamento adequado reduz dores da doença

  • julho/2018
  • 3078 visualizações
  • Nenhum comentário
espondilite anquilosante

A espondilite anquilosante é um tipo de inflamação autoimune que afeta os tecidos conjuntivos. Com maior incidência em adultos na faixa dos 20 a 40 anos, a doença se manifesta em forma de dor nas articulações da coluna e de juntas como quadris, ombros e joelhos. Normalmente, os sintomas perdem intensidade com o avanço da idade.

A espondilite anquilosante ainda não tem cura e sua causa ainda é um mistério na medicina. O que se sabe, no entanto, é que existe um fator genético relevante envolvido: a patologia é 300 vezes mais frequente em pessoas que herdam a molécula HLA-B27, apresentadora de antígeno encontrada na superfície de várias células do sistema imune. Cerca de 90% dos pacientes com espondilite anquilosante possuem esse gene.

Os primeiros sintomas aparecem na coluna. São dores crescentes e que se manifestam, curiosamente, durante períodos de repouso.

Também é comum a ocorrência de dores nas nádegas, desencadeando um incômodo na parte traseira das coxas e na parte inferior da coluna. Além disso, a dor costuma ser mais forte em um dos lados do corpo.

Cansaço, falta de apetite, perda de peso e desenvolvimento de anemia são outros reflexos da doença – bem como dores no peito, causadas pela inflamação das articulações entre as costelas e a coluna vertebral.

Durante a respiração mais profunda, pode ocorrer uma diminuição da expansibilidade do tórax. Por isso o cigarro é extremamente contraindicado a pacientes com espondilite anquilosante.

Diagnóstico e tratamento para espondilite anquilosante

O diagnóstico começa pela análise dos sintomas e pela verificação de exames de imagem e de sangue. Para asseverar que o paciente está com espondilite anquilosante, o médico ainda pode solicitar raio X, tomografia computadorizada ou ressonância magnética da bacia, da coluna e das juntas afetadas.

No exame clínico, o profissional traça um histórico e examina o dorso do paciente, na procura por espasmos musculares – com atenção especial à postura e à mobilidade.

Confira a atualização em Traumatologia e Ortopedia desenvolvida pela SBOT

Já no exame sanguíneo o médico avalia os resultados relacionados à anemia, aos testes da velocidade de sedimentação das hemácias (VHS) e proteína C Reativa (PCR), que informam o quão ativa está a doença.

A terapia inclui uso de medicamentos, fisioterapia, correção postural e exercícios físicos – adaptados conforme o caso. Como a doença não tem cura, o tratamento é conduzido para diminuir a intensidade dos sintomas.

Analgésicos são comumente utilizados para alívio da dor, mas alguns medicamentos específicos tendem a agir melhor especialmente à noite e nos primeiros momentos da manhã – momentos de pico da dor. Entre os remédios receitados estão a sulfasalazina e o metotrexato.

Leia mais: baixe agora o e-book gratuito “Guia da Residência Médica: como se preparar para os exames de admissão”

Importante: após a fase aguda da doença, a maioria dos pacientes não precisa seguir tomando medicamentos. Para tanto, basta adotar um programa regular de exercícios.  Se os sintomas reaparecem, as doses são mantidas, mas de forma reduzida – conforme análise do médico.

Redação Secad
Matéria por

Redação Secad

O melhor conteúdo sobre a sua especialidade.

Tele-Vendas

(51) 3025.2597

Tele-Vendas Liga

Para você

Informações

(51) 3025.2550