Quando indicar cirurgia para fratura de costela

  • junho/2021
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Contusões, quedas, lesões não acidentais, ressuscitações cardiopulmonares (RCP) e tumores ósseos primários está entre as principais causas de fratura de costela. O traumatismo na região torácica, aliás, costuma ser benigno. Ainda assim, o problema pode se revelar um indicador de doenças concomitantes, como pneumotórax e hemopneumotórax.

Em casos mais graves, recomenda-se intervenção cirúrgica. O procedimento é recomendado em quadros de ausência de melhora com o tratamento inicial, com sessões de fisioterapia respiratória e analgésicos. Ou quando a lesão provoca problemas graves, como perfuração dos pulmões ou outras vísceras.

Principais sintomas da fratura de costela

Os indícios clínicos mais comuns de fraturas de costela são dor na região torácica (que piora com a palpação da área, com a respiração e com movimentos), hematomas, deformidade nos arcos costais e sons de crepitação no processo respiratório ou em movimento.

Para saber se há um quadro de perfuração dos pulmões ou de outros órgãos, é necessário recorrer ao exame de raio x. Assim, é possível identificar o local da lesão, de modo a observar complicações como sangramentos, escape de ar ou contusão pulmonar.

Em situações mais graves, é preciso realizar tomografia de tórax. Com ela, é possível identificar de maneira mais rigorosa complicações causadas pela perfuração.

Tratamento e cirurgia

Quando o quadro é considerado simples, sem complicações, o paciente é medicado com analgésicos e orientado a seguir sessões de fisioterapia respiratória. A recuperação do treinamento de respiração serve para não recorrer ao enfaixamento circular do tórax. Assim, evita-se a restrição da inalação do ar e impede-se a retenção de líquidos nos pulmões.

Em situações mais críticas, o paciente apresenta problemas como deformidade torácica e dor severa, mesmo com o emprego de analgésicos. Portanto, a intervenção cirúrgica acaba sendo o procedimento mais indicado.

Uma vez que nenhum procedimento é feito, a deformação pode evoluir para uma anomalia complexa da parede do tronco. Aqui, o tratamento cirúrgico é realizado com a finalidade de evitar deformidades acentuadas, prevenindo a ocorrência de dores crônicas e insuficiência respiratória.

A toracotomia, como é chamada a cirurgia aberta do tórax, proporciona de maneira mais direta o acesso ao órgão afetado. Assim, é possível obter largura suficiente para o campo operatório, evitando possíveis lesões no procedimento.

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Redação Secad
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