Como atender uma urgência hipertensiva

  • junho/2021
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No Brasil, mais de 38 milhões de adultos sofrem de hipertensão. Os dados são da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2019, divulgada pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo e revela, ainda, um aumento preocupante de casos de hipertensão arterial sistêmica (HAS) de casos severos.

As urgências hipertensivas são consideradas situações de alto risco, em que o quadro de pressão arterial (PA) apresenta valor acima da média. Um dos exemplos mais corriqueiros é o panorama da pressão arterial sistólica (PAS) com valor de 180 mmHg ou mais, ou a pressão arterial diastólica (PAD) em 110 mmHg.

Entre 1% e 2% dos casos com HAS crônica evoluem para situações complexas, que exigem recorrer à urgência hipertensiva. Nesse contexto, é importante médico e paciente estejam atentos, pois a PA pode apresentar-se elevada sem acusar sintomas físicos.

Diagnóstico em emergências

A anamnese assertiva, somada a um exame físico objetivo, é o primeiro passo para o manejo do paciente hipertenso que chega à emergência. Aqui, é fundamental investigar a adesão ao tratamento e o eventual uso de drogas – sejam elas lícitas ou ilícitas. As circunstâncias mais alarmantes de casos críticos de hipertensão sintomas como edema agudo de pulmão (EAP), hemorragias retinianas, papiledema e lesão renal aguda (LRA).

É comum situações de indivíduos relativamente assintomáticos com PA = 180/110mmHg, apresentando cefaleia leve e sem indícios de danos em órgãos-alvo. Os casos de HAS parcialmente ou completamente assintomáticos constituem urgência hipertensiva, e costumam ser diagnosticados em indivíduos que não aderem a dietas hipossódicas.

Depois da entrada na ala emergencial e da avaliação preliminar, a conduta médica deve contemplar a redução pressórica gradualmente, sob monitoramento intermitente por algumas horas. As medicações por via oral mais indicadas são:

  • Betabloqueadores (propranolol 40mg a 80mg);
  • Inibidores da enzima de conversão de angiotensina (captopril 25mg a 50mg);
  • Alfa-agonista (clonidina 0,100mg a 0,200 mg);
  • Bloqueadores dos canais de cálcio (anlodipina 5mg).

 Tratamento de urgência hipertensiva

O objetivo inicial do profissional de saúde é reduzir em cerca de 25% a PA média nas primeiras duas horas, não esquecendo da monitoração contínua. Devem ser utilizados anti-hipertensivos intravenosos, a fim de estabilizar o organismo e eventuais lesões. Assim, é possível prevenir problemas no órgão-alvo e o risco iminente de óbito.

No tratamento de urgência hipertensiva, é essencial a convergência de atuação entre os membros de uma equipe multidisciplinar. O atendimento deve incluir, ainda, terapia farmacológica imediata, requerimento exames de oximetria de pulso, monitoramento invasivo da pressão arterial, eletrocardiograma de 12 derivações, monitoração de débito urinário e radiografia de tórax no leito.

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Redação Secad
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