Como cuidar da saúde mental das crianças na pandemia

  • outubro/2020
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crianças pandemia

A saúde mental das crianças merece atenção especial durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. Afinal, embora a taxa de mortalidade por Covid-19 seja menor na infância, a vida cotidiana dos pequenos também é afetada pela situação de isolamento social.

Com o objetivo de apresentar os impactos e indicar métodos de cuidado nesse contexto, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou a cartilha “Crianças na Pandemia de Covid-19”. O documento faz parte da série “Saúde Mental e Atenção Psicossocial na Pandemia Covid-19”, elaborada pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes) da Fiocruz.

Segundo a cartilha, as reações emocionais e comportamentais mais frequentes em crianças durante a pandemia são as seguintes: dificuldade de concentração, irritabilidade, medo inquietação, tédio, sensação de solidão e alterações no padrão de sono e de alimentação. Em geral, elas decorrem da sobrecarga de trabalho e outras demandas dos familiares e da fragilização do funcionamento das redes de apoio.

Nesse cenário, alguns grupos ficam mais suscetíveis às alterações psicossociais. Pessoas com deficiência, refugiadas ou migrantes, por exemplo, estão mais vulneráveis até mesmo em relação à possibilidade de contágio. Além disso, a desigualdade social determina diferentes níveis de vulnerabilidade, conforme a Fiocruz.

Fiocruz recomenda diálogo e rotina familiar organizada

A boa notícia é que uma atitude simples pode diminuir o impacto da pandemia na saúde mental das crianças. A sugestão da cartilha da Fiocruz é que pais e cuidadores conversem francamente com os jovens sobre a situação atual. Isso significa dialogar de forma clara e honesta sobre a doença, esclarecer dúvidas e orientar sobre medidas e cuidados de prevenção.

Outra estratégia é organizar a rotina familiar para evitar sintomas relacionados à ansiedade e ao estresse. Nesse sentido, a dica é definir horários para acordar, fazer as refeições e dormir, entre outras atividades. Sempre, é claro, reservando um tempo para momentos de lazer que, se possível, envolvam atividades físicas, brincadeiras com jogos, desenhos e contação de histórias.

O uso consciente das tecnologias também deve ser levado em conta. De acordo com a Fiocruz, elas são importantes para manter laços sociais e afetivos das crianças durante a pandemia. Entretanto, o uso de telas deve obedecer um tempo diário adequado à idade, conforme recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Além de pais e cuidadores, a cartilha ressalta a importância do trabalho dos profissionais da saúde no apoio às crianças e suas famílias. “É importante que tais profissionais façam valer seu compromisso ético com essa população, no sentido de manter e garantir seus direitos civis, bem como eliminar as possíveis barreiras sociais que impedem sua experiência e participação com equidade, em igualdade de condições com as demais pessoas”, alerta o documento.

Neste eBook abaixo, saiba quando é a hora de indicar um tratamento especializado para crianças com transtornos mentais.


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