Como conduzir o tratamento farmacológico de dependentes químicos

  • abril/2019
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A farmacoterapia tem o propósito de prevenir ou amenizar os sintomas advindos da abstinência. Ela também é aplicada para reduzir a fissura e tratar as comorbidades associadas. Assume, desse modo, uma função relevante na terapia do dependente químico. Normalmente, está associada a outras práticas que, inseridas num contexto multidisciplinar, visam melhorar a rotina do paciente.

Tendo isso em mente, confira a intervenção farmacológica para as principais substâncias de abuso:

Nicotina (tabaco)

Existem dois antidepressivos comumente prescritos ao dependente químico dessa substância. Na classe dos atípicos, o principal é a bupropiona, graças à sua interferência na inibição de dopamina e noradrenalina. Já em relação aos tricíclicos, destaca-se a nortriptilina que, de modo geral, possui uma boa aceitação entre pacientes idosos.

Depois, outro fármaco considerado uma possibilidade de tratamento é a varenicilina. Ela auxilia a controlar a vontade de fumar e os sinais de abstinência, tendo ação de antagonista no receptor nicotínico acetilcolinérgico.

Por último, vale citar os adesivos de nicotina que são indicados, inclusive, em circunstâncias de alta dependência.

Álcool

Nesse cenário, dois medicamentos são consensos entre os médicos: dissulfiram e naltrexona. A naltrexona é um antagonista opioide de longo prazo. Enquanto isso, o dissulfiram é responsável por promover o efeito antabuse – caracterizado por sinais como rubor facial, cefaleia, taquipneia etc.

O acamprosato também aparece em condutas sugeridas por associações e órgãos fiscalizadores. A droga, por sua vez, coíbe o desejo pela bebida. Sua eficácia é maior ao ser administrada no período inicial quando passada a abstinência aguda.

Conheça a atualização em Dependência Química chancelada pela Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (ABEAD)

Cocaína

Para o dependente químico de cocaína, apesar das evidências científicas serem escassas e da ausência de um protocolo único na medicina, o topiramato pode ser uma alternativa, ainda que sejam recentes os estudos. Esse fármaco é um agente gabaérgico e está envolvido com o sistema de recompensa cerebral, propiciando uma contenção da fissura/craving.

Agonistas de reposição (modafinil e dissulfiram, por exemplo) são apresentados como uma possível opção de terapia medicamentosa. Junto a isso, benzodiazepínicos como midazolam e diazepam também estão presentes em algumas diretrizes nacionais.

Uma novidade promissora para esse campo é a vacina, ainda em desenvolvimento. O objetivo, nesse caso, é atingir a própria substância ao invés do sistema nervoso. E isso acontece porque o método é capaz de produzir anticorpos contra a cocaína.

Além disso, existem diversas terapias sem a prescrição de medicamentos que são muito úteis para a melhora do dependente químico. Para saber o que indicar ao seu paciente, baixe agora nosso eBook gratuito:


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