Parto de cães e gatos: entenda a cesariana animal

  • dezembro/2019
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cesariana animal

Salvo exceções, o parto de cães e gatos geralmente acontece de forma natural. Mas isso não significa que os pets estão livres de perigo. No mundo veterinário, a cesariana animal é considerada uma solução confiável para evitar uma série de problemas na hora do nascimento das crias – embora, como na medicina humana, não seja estimulada como prática contumaz.

Mas quais são os problemas que justificam o procedimento? Embora boa parte das cesarianas aconteça em caso de emergência, há situações em que os profissionais conseguem identificar de forma antecipada os riscos do parto natural.

É importante lembrar que a gestação de cadelas e gatas pode ser diagnosticada 20 dias após o acasalamento. Com 30 dias, é possível ouvir os batimentos cardíacos dos filhotes por meio de uma ultrassonografia. Depois do 60º dia os filhotes já estão aptos a nascer.

Para iniciar o parto canino, uma dica é medir a temperatura retal da cadela, já que, entre 12 e 24 horas antes de entrar em trabalho de parto, a temperatura cai para valores abaixo de 37ºC.

Num parto normal, após este sinal, a cadela começará a ter contrações. Em geral, os filhotes nascem com intervalos que variam de 10 a 30 minutos. Em ninhadas muito grandes, esse tempo pode ser maior.

Se a cachorra estiver tendo contrações fortes há mais de 30 minutos sem que haja nascimento dos filhotes, o profissional deve intervir para a avaliação de uma cesariana animal (parto distócico).

Para a avaliação de uma cirurgia ainda na gestação, o médico veterinário deve orientar os tutores a ficarem atentos a alguns sinais – inclusive nos felinos:

  • Sinais de dor durante a gestação;
  • Corrimento escuro ou sanguinolento em qualquer período gestacional;
  • Tremores dias antes, durante ou após o parto (eclâmpsia);
  • Passados 63 dias do acasalamento, é bom verificar a viabilidade dos filhotes;
  • Respiração ofegante por mais de 8 horas;
  • Temperatura elevada ou reduzida;
  • Intervalo muito longo (mais de 5 horas) sem que seja expelido outro filhote de existência comprovada pelo ultrassom);
  • Feto retido no canal (a cabeça está exposta mas o corpo permanece dentro da mãe).

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Algumas raças caninas estão predispostas à cesariana animal. Devido à anatomia, raças branquicefálicas (pugs e bulldogs, por exemplo) e de pequeno porte (pinschers) são candidatas a cirurgias eletivas. Independentemente dessas características, para cães e gatos a cesariana estará previamente indicada em outras situações como:

  • Mau posicionamento ou desenvolvimento fetal;
  • Estreitamento do canal pélvico da fêmea;
  • Inércia uterina ou putrefação fetal;
  • Número pequeno ou grande número de filhotes;
  • Fêmeas muito jovens ou senis;
  • Antecedentes de partos difíceis (distócicos);
  • Sofrimento fetal;
  • Alterações que possam dificultar o parto, na falta de assistência veterinária, durante a gestação.
  • Tamanho exagerado dos fetos.

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