Dermatofitose em gatos é comum e pode ser assintomática

  • agosto/2018
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dermatofitose em gatos

Embora seja uma micose superficial, a dermatofitose é uma zoonose altamente contagiosa. Os gatos são os maiores transmissores, mas não costumam apresentar a forma clássica da doença, caracterizada por crostas de fungos.

Nos felinos, a dermatofitose se apresenta através de inflamação cutânea, marcada por pequenas zonas de alopecia, além de descamação e prurido. Os causadores são parasitas dermatófitos, que se alimentam da queratina, deixando unhas e pelos quebradiços.

O detalhe é que estes sinais clínicos não são comuns a todos os casos. Para dificultar, muitas vezes passam despercebidos em gatos com pelagem volumosa, já que os fios longos impossibilitam a visualização.

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É justamente por isso que a transmissão para seres humanos – que acontece majoritariamente pelo parasita M. canis – costuma ocorrer de maneira silenciosa. Muitas vezes, aliás, é o quadro sintomático do tutor que sinaliza o problema no animal.

Quando surgem manchas com bordas avermelhadas, acompanhadas de coceira e descamação, o indivíduo busca atendimento médico. E é na investigação do quadro que surge a hipótese de algum problema com o animal.

A confirmação do diagnóstico se dá por meio de exame clínico, em que são observados os eritemas e a coleta de cultura. Por se tratar de uma doença parasitária, médicos e veterinários devem considerar a avaliação de outras patologias da mesma natureza, devido à contaminação cruzada. O tratamento, em geral, é feito com antifúngicos tópicos.

Condições de higiene facilitam surgimento de dermatofitose

A falta de higiene é a causa mais frequente de dermatofitose em gatos. Aliada à umidade constante e à falta de incidência de luz solar, a proliferação dos fungos instala-se em escovas, pelos, tecidos, objetos felpudos ou de forma livre no ambiente.

Locais sem estrutura podem ainda causar agravamento – a contaminação no focinho pode levar a doenças respiratórias – o que leva os felinos a adotarem comportamentos compulsivos. A condição compromete a imunidade do animal, que fica mais propenso à ação fúngica.

O prurido dos parasitas é outro complicador, pois causa o surgimento de autotraumas que facilitam a contaminação por vírus da imunodeficiência felina (FIV).

Doenças como a dermatofitose não podem ser prevenidas com vacinas ou medicamentos preventivos, comuns na abordagem de problemas como pulgas e carrapatos.

A identificação da doença consiste na realização de hemograma e avaliação dos sinais clínicos, além da coleta de material de cultura fúngica.

De acordo com o tipo de fungo diagnosticado, o médico veterinário poderá indicar o tratamento fármaco ideal. O tempo médio de efeito é três semanas, período em que ainda podem surgir novas lesões. Por isso, a tosquia e o isolamento do animal tendem a ser abordagens combinadas ao tratamento.

Redação Secad
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