O que você precisa saber sobre manejo de crise de asma na emergência pediátrica

  • junho/2020
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crise de asma

A asma é uma das doenças crônicas mais comuns na infância. Portanto, seu manejo correto no serviço de emergência é extremamente importante. Diante de uma crise de asma, a medida a ser tomada dependerá dos sinais de alarme e da idade do paciente. A faixa etária é dividida entre crianças maiores ou menores de cinco anos.

A asfixia é a principal causa de morte por asma. No entanto, o óbito pode ser evitado quando a exacerbação for tratada precocemente. O problema caracteriza-se pela piora progressiva da sintomatologia clínica associada à asma:

  • Encurtamento das incursões;
  • Aumento da frequência respiratória (FR);
  • Crise de tosse;
  • Sibilância ou dispneia (maneira isolada ou conjunta).

Levando em consideração que a exacerbação da asma pode ser leve, moderada ou grave, em casos extremos a ação urgente é fundamental, a fim de prevenir desfechos como hospitalização, falência respiratória iminente ou mesmo óbito.

“Quem aborda asma aguda no serviço hospitalar deve ter grande conhecimento farmacológico, de avaliação de pacientes e, claro, trabalhar de acordo com um processo sistematizado”, explica Sergio Luís Amantéa, emergencista pediátrico.

A rotina dos setores de emergência contempla turnos de trabalho. Dessa forma, de acordo com o médico, é importante que os profissionais que atuam em diferentes momentos do atendimento tratem a condição da mesma forma.

Para tornar-se um médico mais preparado na conduta de doenças respiratórias em crianças, conheça o curso digital coordenado por Sérgio Luís Amantéa e com chancela da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Atendimento nas emergências pediátricas

Portanto, confira um passo a passo do manejo terapêutico de uma crise de asma, com base no artigo escrito por Amantéa em parceria com Sani Santos Ribeiro, pneumologista pediátrico:

  • Passo 1: inclui a combinação de anamnese, exame físico e medida da SaO2. Nesse momento, é necessário identificar se o paciente é asmático de risco, a gravidade da crise e se o indivíduo necessita de O2
  • Passo 2: consiste na combinação de β2-agonista e brometo de ipratrópio, com administração intermitente e frequente, que deve ser realizada na sala de inalação, durante a primeira hora, em pacientes classificados com crise moderada ou grave.
  • Passo 3: é a combinação de corticosteroide, β2-agonista e brometo de ipratrópio inalatório. A administração deve ser realizada na sala de inalação, durante a segunda hora, em pacientes com resposta insatisfatória após a primeira hora no status respiratório ou com necessidade de oxigenoterapia suplementar.
  • Passo 4: abrange a definição da permanência hospitalar ao fim da segunda hora. É preciso identificar se o paciente apresentou melhora clínica satisfatória e se pode ser liberado ou deve seguir internado.
  • Passo 5: consiste na admissão hospitalar de pacientes que mantiverem, após a segunda hora, alterações no status respiratório, com algum grau de disfunção respiratória ou necessidade de oxigenoterapia suplementar.
  • Passo 6: contempla a revisão da estratégia de tratamento ao final da terceira hora. Nessa etapa, o médico deve se preparar para abordagens terapêuticas futuras mais agressivas.
  • Passo 7: envolve a administração de sulfato de magnésio em pacientes com crises mais graves e resposta pobre aos broncodilatadores inalatórios.

Quer saber mais sobre o manejo de crise de asma na emergência pediátrica? Confira a entrevista com o médico Sérgio Luís Amantéa.

Redação Secad
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