Novo guia alimentar para a infância destaca hábitos saudáveis na prevenção do sobrepeso

  • agosto/2020
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guia alimentar para crianças

Graças a uma série de campanhas de amamentação feitas no Brasil, a adesão ao aleitamento materno exclusivo tem aumentado. Ainda assim, duas em cada três crianças menores de seis meses já recebem outro tipo de alimentação, o que é contraindicado.

O leite de vaca, nesses casos, é o mais utilizado, e frequentemente é acrescido de açúcar e farinhas. A prática ameaça inclusive o sistema imunológico em formação. Não à toa, a segurança alimentar de crianças menores de dois anos ganhou novas recomendações do Ministério da Saúde.

O Guia Alimentar Para Crianças Brasileiras Menores de Dois Anos foi lançado no fim de 2019 e aborda principalmente a restrição a alimentos ultraprocessados e o desmame precoce. A ausência de alimentos in natura na introdução alimentar e o alto consumo de suplementos pode desencadear problemas no desenvolvimento da criança.

O que diz o guia alimentar

O guia alimentar para crianças aponta a necessidade de aleitamento materno até, no mínimo, os dois anos de idade. Aos seis meses já é possível iniciar a introdução alimentar, desde que combinada com a amamentação. Os alimentos indicados pelo material, nesse período, são aqueles minimamente processados – como arroz, feijão, frutas, legumes e verduras. A disponibilidade regional e sazonal da oferta de alimentos como mandioca, milho, carnes e ovos também deve ser considerada na alimentação dos bebês.

Já alimentos processados industrialmente, como enlatados, queijos e conservas devem ser limitados a pequenas quantidades. O guia não encoraja o consumo de ultraprocessados, como biscoitos e bolachas, sucos artificiais, refrigerantes, salgadinhos, macarrão instantâneo e guloseimas em geral. A concentração de açúcar, gordura e sódio nesses alimentos é vilã de um dos principais problemas de saúde na infância: a obesidade.

Sobrepeso infantil, complicações na vida adulta

O sobrepeso nos primeiros meses de vida define diversos contextos da saúde da criança. Um bebê com sobrepeso tende a manter a condição na infância média e, ainda, torná-la persistente após os cinco anos. Segundo o Ministério da Saúde, 12,9% das crianças brasileiras de cinco a nove anos são obesas. Se a obesidade persistir até a vida adulta, aumentam os riscos de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.

Outro ponto importante sobre o período da introdução alimentar destacado pelo guia alimentar para crianças está ligado a criação de hábitos saudáveis. Este é um momento crítico para o desenvolvimento das preferências por sabores na infância. O padrão alimentar dos pais, nesse caso, é decisivo para a assertividade nutricional.

Famílias que consomem ultraprocessados impõem a preferência por doces e salgados, que não precisam ser reforçados no paladar infantil. Já os vegetais precisam de no mínimo cinco exposições até que a criança se habitue com o sabor.

Outras capacidades, como autocontrole na ingestão de alimentos também são desenvolvidas nessa fase. Assim, caso a criança esteja exposta a estímulos constantes por alimentos ultraprocessados, é possível desenvolver, além da obesidade, transtornos alimentares como compulsão.

Cabe ao médico da família, portanto, a orientação sobre a alimentação adequada, incluindo a amamentação e introdução alimentar. Também é importante a investigação de hábitos e a educação para a saúde, com demonstrações de dados e alternativas para que as famílias possam adequar a alimentação de acordo com sua realidade socioeconômica.

Saiba mais sobre o assunto com a Atualização em Terapêutica Pediátrica desenvolvida pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Redação Secad
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